Restos mortais de jovem desaparecido há 40 anos são encontrados em obra em Buenos Aires
Identificação por DNA confirma que ossos achados em quintal pertencem a Diego Fernández, desaparecido em 1984; caso será investigado como homicídio

Restos mortais de jovem desaparecido há 40 anos são encontrados em obra em Buenos Aires – Foto: freepik
Curiosidades – Mais de quatro décadas após seu desaparecimento, o mistério em torno do jovem argentino Diego Fernández começou a ser desvendado. Em maio de 2025, operários que trabalhavam na construção de um muro no bairro de Coghlan, em Buenos Aires, encontraram ossos enterrados no quintal de uma residência. Junto aos restos mortais estavam um relógio com calculadora Casio, um chaveiro, uma gravata-borboleta, uma etiqueta de roupa e uma moeda.
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Testes de DNA confirmaram que se tratava de Diego, desaparecido em 26 de julho de 1984, quando tinha 14 anos. Ele saiu de casa dizendo que visitaria uma amiga antes da escola e nunca mais retornou.
Sinais de morte violenta
De acordo com Mariella Fumagalli, diretora da Equipe Argentina de Antropologia Forense, os ossos apresentavam marcas compatíveis com ferimentos provocados por objeto cortante e possível tentativa de desmembramento. Embora o crime esteja prescrito, a Justiça argentina abriu investigação por homicídio para tentar identificar o autor e a motivação.
Ligação com colega de escola
O local onde os ossos foram encontrados pertence a um ex-colega de Diego, Cristian Graf, da Escola Nacional de Educação Técnica (Enet). A mãe de Graf ainda vive no imóvel. O Ministério Público colheu depoimentos de ex-colegas na tentativa de esclarecer as circunstâncias do crime.
Dor que atravessou gerações
De acordo com o Portal BBC, a mãe de Diego, hoje com 87 anos, nunca perdeu a esperança de vê-lo retornar. Já o pai, Juan Benigno Fernández, morreu atropelado enquanto buscava pistas sobre o filho. O irmão Javier, emocionado, disse sentir uma mistura de tristeza e alívio: “Encontramos meu irmão 41 anos depois. Agora, ao menos, poderemos nos despedir como ele merece.”
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Repercussão e homenagens
O Club Atlético Excursionistas, time onde Diego jogava futebol, publicou mensagem de pesar, assim como a Enet, que enviou condolências à família. Nas redes sociais, amigos e desconhecidos expressaram solidariedade. Para Javier, a descoberta permite, finalmente, encerrar um ciclo doloroso: “Isso nos ajudará a ficar um pouco mais em paz.”
Veja também: O mistério secular da fazenda Hinterkaifeck
Por: Mayara Leite – estudante de jornalismo.
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