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Vírus varíola: uma doença erradicada, mas com potencial de pandemia

O vírus se espalha principalmente por gotículas respiratórias.

Por michael

14/03/2025 às 14:02 - Atualizado em 14/03/2025 às 14:03

Vírus varíola: uma doença erradicada, mas com potencial de pandemia

Imagem: Freepik

A varíola já foi um pesadelo global. Causada pelo vírus da varíola, um ortopoxvírus, essa doença altamente contagiosa matava cerca de 30% dos infectados em sua forma mais grave. Graças à vacinação em massa, ela foi erradicada em 1977 — uma vitória histórica da medicina! Mas o risco de bioterrorismo mantém esse vilão no radar. Vamos entender o que é a varíola, como ela funciona e por que ainda falamos dela.

Uma História de Sucesso (Com Um Asterisco)

A varíola saiu de cena há décadas. O último caso natural foi registrado em 1977, e em 1980 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou: “Missão cumprida!”. A vacinação parou — nos EUA, por exemplo, acabou em 1972. Como o vírus só infecta humanos e não sobrevive mais de dois dias fora do corpo, ele perdeu a batalha. Mas há um porém: estoques do vírus guardados para pesquisa e a chance de recriá-lo em laboratório deixam a porta aberta para um retorno indesejado.

Leia também: Saúde confirma primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil

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O Vírus Varíola e Seus Dois Rostos

O vírus da varíola tem duas versões principais:

  • Variola major: a forma clássica, mais perigosa e letal.
  • Variola minor: também chamada de alastrim, mais leve, com menos de 1% de mortalidade.

Ele se espalha principalmente por gotículas respiratórias (tipo um espirro), mas também por contato com lesões ou objetos contaminados, como roupas. É supercontagioso nos primeiros 7 a 10 dias após o surgimento das erupções na pele, mas fica mais tranquilo quando as crostas aparecem.

Como o Vírus Varíola Ataca

O vírus entra pela boca, garganta ou pulmões, multiplica-se nos linfonodos e depois cai na corrente sanguínea. Daí, ele se instala na pele e nas mucosas, causando os sintomas clássicos. Às vezes, pode atingir o cérebro (encefalite), mas isso é raro.

Leia também: FVS confirma 43 casos registrados de Mpox no Amazonas

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Os Sintomas: Um Show de Horrores

Na variola major, o drama segue esse roteiro:

  • Incubação: 7 a 17 dias sem sinais (média de 10 a 12 dias).
  • Pródromo: 2 a 3 dias de febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e, em alguns casos, vômitos.
  • Erupções: Lesões começam na boca e no rosto, espalham-se pelo corpo e viram pústulas densas — mais na face e nas extremidades. Diferente da catapora, todas estão no mesmo estágio em cada parte do corpo.
  • Final: Após 8 ou 9 dias, formam-se crostas, deixando cicatrizes marcantes.

Cerca de 5% a 10% dos casos viram algo pior:

  • Forma hemorrágica: sangramentos na pele e mucosas, fatal em poucos dias.
  • Forma maligna: lesões planas e confluentes, com alta mortalidade.

A variola minor é mais tranquila, com sintomas leves e menos erupções. A morte, quando acontece, vem na segunda semana, por uma reação inflamatória que derruba o corpo.

Diagnosticando o Inimigo

Se houver suspeita, o diagnóstico usa:

  • PCR: testa o DNA do vírus em amostras das lesões.
  • Microscopia eletrônica: vê o vírus de perto.
  • Cultura viral: confirma com mais detalhe.

Qualquer suspeita exige notificação imediata às autoridades — nos EUA, é ligar pro CDC (770-488-7100). Testes só rolam se houver risco real, como bioterrorismo, pra evitar falsos alarmes.

Tratamento: Suporte e Algumas Armas Novas

Não existe cura mágica, mas o básico é:

  • Cuidados de suporte: hidratação, controle da febre e antibióticos pra infecções extras.
  • Isolamento: essencial pra não espalhar o vírus.
  • Antivirais: tecovirimat (aprovado em 2018) e brincidofovir (2021) são opções promissoras, testadas em laboratório e animais. Cidofovir pode entrar em cena em emergências.

Esses remédios estão guardados nos estoques estratégicos dos EUA, prontos pra um surto.

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Prevenção: A Vacina Salva o Dia

A vacinação acabou com a varíola, e hoje temos duas opções nos EUA:

  • ACAM2000: usa um vírus vivo (vaccinia) que protege bem, mas pode causar complicações graves (1 em 10 mil), como encefalite ou vaccinia progressiva. Não é pra todo mundo — gestantes, imunossuprimidos e quem tem eczema devem passar longe.
  • JYNNEOS: mais segura, com vírus atenuado, ideal pra quem não pode tomar a ACAM2000.

A imunidade cai com o tempo: após uma dose, some em 20 anos; com reforços, pode durar mais de 30. Hoje, só vacinamos quem tem alto risco, como cientistas de laboratório.

Por Que Ainda Falamos de Varíola?

Nenhum caso desde 1977, mas o bioterrorismo é o elefante na sala. Com vacinas e antivirais, estamos preparados — ou quase. A varíola nos ensinou que a ciência pode vencer, mas também que nunca dá pra baixar a guarda.

 

Referência: msdmanuals.com – Brenda L. Tesini

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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