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Amazonas deve fechar 2017 com recorde de R$ 123 milhões no resgate da dívida ativa

O Estado tem a previsão de receber em sua Conta Única o valor superior a R$ 123 milhões, oriundos de processos envolvendo débitos fiscais.

Por Natan AMPOST

08/09/2017 às 16:49 - Atualizado em 09/09/2017 às 14:56

O Governo do Estado deve fechar o ano de 2017 com recorde no resgate da dívida ativa, considerado o maior dos últimos cinco anos. A informação é do procurador-geral do Estado, Tadeu de Souza. Ele disse que de janeiro a dezembro deste ano, o Estado tem a previsão de receber em sua Conta Única o valor superior a R$ 123 milhões, oriundos de processos envolvendo débitos fiscais.

“Em seu melhor desempenho dos últimos cinco anos, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) já conseguiu reaver, R$ 109.348.225,00 em um único ano, sendo pouco mais de R$ 91 milhões resultantes de êxito apenas em executivos fiscais. O atual incremento no resgate da dívida é resultado de um importante trabalho realizado pelos membros da Procuradoria de Execuções Fiscais (Proef) em parceria com os técnicos da Secretaria de Estado de Fazendo (Sefaz)”, afirmou Souza.

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Chefe da Procuradoria de Execuções Fiscais da PGE, Kalina Cohen explicou que do montante previsto para resgate da dívida ativa, R$ 51.033,569 já estão disponíveis na Conta Única do Estado referente ao período de janeiro a julho; R$ 38.196.586 foram penhorados apenas no mês de agosto – dos quais o Estado poderá se utilizar em razão da Lei de Depósitos Judiciais; e mais de R$ 34 milhões estão previstos para entrar na conta estadual nos próximos meses.

“A Procuradoria Geral do Estado fez o levantamento de grandes devedores do Estado que possuem liquidez para quitar as suas dívidas. Diante dessa constatação, dispensamos um tratamento diferenciado às execuções fiscais correspondentes, o que vem tornando o resgate da dívida ativa mais eficiente”, reiterou a procuradora.

Segundo ela, o valor arrecadado com a dívida ativa é referente a débitos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), multas do Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon), multas de órgãos ambientais, como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) além de multas geradas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a gestores por malversação de recursos públicos.

“O dinheiro arrecadado com o resgate da dívida ativa permite ao Estado destinar recursos para o custeio de serviços públicos, como melhorias no sistema de infraestrutura, saúde, educação e outras área da gestão”, apontou Kalina Cohen.

Grandes devedores
Kalina Cohen explicou ainda que a PGE prioriza, no resgate da dívida ativa, os grandes devedores que são aqueles com débitos superiores a R$ 5 milhões. “Consideramos os grandes devedores aqueles que além de possuírem débitos com o Fisco Estadual superiores R$ 5 milhões, também possuem liquidez para quitar suas dívidas”, explicou.

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Ela disse que existem casos em que o devedor “esconde” ou camufla sua propriedade para não pagar a dívida com o fisco. Pensando nisso, o Estado publicou a Portaria 137/2017, criando a Coordenaria de Inteligência e Recuperação Fiscal (CIRF) para investigar grandes devedores que praticam crimes contra a ordem tributária ou simplesmente são inadimplentes contumazes. “Esse é um trabalho sigiloso que está em andamento e acreditamos que será bastante eficiente no trabalho da PGE”, disse Kalina.

O processo para um devedor do Fisco Estadual ter a conta bloqueada pela Justiça ou bens penhorados para o pagamento da dívida pode ser longo e gera grandes demandas para a Procuradoria Geral do Estado que, atualmente, acompanha mais de 15 mil executivos fiscais.

“Até chegar ao nível da expropriação definitiva de bens, seja dinheiro, bens imóveis e móveis em geral, o processo seguiu todas as fases legais, tanto na seara administrativa quanto na judicial”, aponta a procuradora.

Processo extrajudicial
Além da execução fiscal na Justiça, a PGE, também tem utilizado medidas extrajudiciais para cobrar os devedores de tributos, como o protesto em cartório. A Procuradoria Geral do Estado registrou, ao final de 2016, uma taxa de arrecadação 386% superior à registrada em 2012 – ano em que teve início o protesto da dívida ativa -, apenas em cobranças extrajudiciais.

Em 2012, foram R$ 4.421.704,66 resgatados extrajudicialmente, cujo protesto foi efetivado apenas para débitos inferiores a R$ 10 mil. A partir de 2013, a PGE passou a protestar todo e qualquer valor devido ao Fisco, registrando, ao final de 2016, o resgate de R$ 17.179.058,82 referente apenas a débitos protestados.

“Como cidadã, eu tenho consciência que a carga tributária do nosso País é uma das mais altas do mundo e potencialmente pode inviabilizar algumas atividades econômicas. Mas o trabalho da PGE, especificamente da Proef, é tentar recuperar o que é devido para o Estado, utilizando todos os recursos legais possíveis, de forma que o fruto do nosso trabalho possa ser revertido para o bem da sociedade amazonense”, concluiu a chefe da Procuradoria de Execuções Fiscais.

Cira
A PGE também tem a perspectiva de aumentar, a partir deste ano, os valores resgatados com a dívida ativa do Estado com a criação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira). O grupo permanente é composto por representantes da Procuradoria-Geral do Estado, do Ministério Público do Estado (MP-AM), da Secretaria de Estado da Fazenda, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e da Delegacia-Geral da Polícia Civil.
De acordo com Tadeu de Souza, o comitê iniciou com a fase de elaboração de relatórios, levantando e investigando a prática de crimes tributários por parte de grandes contribuintes do Estado, além da avaliação do volume da dívida. “De posse de tais informações, as medidas pertinentes já começaram a ser adotadas”, disse.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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