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Economia

Antes de sua entrada na Bolsa de Valores, Shein eleva preços de todos os seus produtos

Essa estratégia visa aumentar as receitas da varejista antes de sua entrada na bolsa de valores

  • Por AM POST

  • 13/06/2024 às 20:36

  • Leitura em três minutos

A gigante varejista Shein, conhecida por suas roupas baratas como blusas baratíssimas fabricadas na China, aumentou os preços de alguns de seus principais produtos em mais de um terço.

Essa estratégia visa aumentar as receitas antes de sua planejada IPO (abertura de capital na bolsa de valores), conforme análise de sua política de preços. Dados da empresa de pesquisa EDITED, com sede em Londres, mostram que os aumentos de preços da Shein superaram os de suas concorrentes H&M e Zara, comparando os preços de 1º de junho com os de um ano atrás.

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A Shein não quis comentar sobre o assunto. Operando como um marketplace online, a Shein vende uma ampla variedade de produtos, mas se destaca por fabricar e vender suas próprias marcas, principalmente roupas femininas. A Shein depende de uma vasta rede de fornecedores, principalmente na China, que desafiam os métodos tradicionais de produção ao aceitar pedidos iniciais pequenos e aumentar a produção conforme a demanda.

Grande parte das roupas vendidas pela Shein é produzida em Guangzhou, na China, por cerca de 5.400 fornecedores. Embora a Shein não divulgue dados financeiros publicamente, a Coresight Research estima que a receita da empresa alcançará US$ 50 bilhões (cerca de R$ 269,9 bilhões) este ano, um aumento de 55% em relação ao ano passado.

A elevação dos preços de suas linhas principais de roupas femininas e a inclusão de mais marcas externas em seu site podem ajudar a Shein a atingir essas metas de vendas e aumentar os lucros. “A Shein tem mostrado um forte crescimento recentemente, o que pode beneficiar seus planos de IPO”, afirmou Erik Lautier, especialista em comércio eletrônico da consultoria AlixPartners.

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À medida que se prepara para sua oferta pública inicial (IPO), a Shein enfrenta os custos adicionais de ser uma empresa de capital aberto. Além disso, a empresa precisa cumprir novas regulamentações da União Europeia sobre plataformas online, o que pode aumentar suas despesas e pressionar suas margens de lucro.

Nos Estados Unidos, seu maior mercado em termos de vendas, a Shein aumentou o preço médio dos vestidos femininos em 28% até 1º de junho, chegando a US$ 28,51, de acordo com os dados da EDITED. Embora esses preços ainda sejam inferiores à média de um vestido da H&M (US$ 40,97) ou da Zara (US$ 79,69) nos EUA, a Shein elevou seus preços em uma porcentagem maior que suas concorrentes no mesmo período, segundo os dados.

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No site da Shein no Reino Unido, o preço médio de um vestido era de 24,12 libras (US$ 30,97), 15% a mais do que há um ano. Na França, Alemanha, Itália e Espanha, os preços médios dos vestidos aumentaram 36%.

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