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Atendimento precário no INSS

Segurados não conseguem acessar portal e vão ao posto, que não dá informação.

Por Hugo Guimarães

17/10/2018 às 09:34 - Atualizado em 17/10/2018 às 13:12

Não bastasse a instabilidade no sistema Meu INSS, o segurado tem que driblar o atendimento precário nas agências da Previdência. Criado para ser a “salvação” de segurados que amargam longa espera por atendimento, o portal continua com problemas, como O DIA vem alertando desde 31 de agosto. Os usuários não conseguem autenticação para acessar a página e muito menos cadastrar sua senha. A orientação, segundo o próprio INSS, é ligar para a Central 135 e agendar o serviço. E é nesse momento que o trabalhador encontra mais dificuldade: longa fila, com prazo de espera, em média, de seis meses.

Justamente por não conseguir fazer login e senha no portal, a segurada G.P., 59, informou que por estar com dúvidas em relação à aposentadoria agendou atendimento em uma agência da Previdência para saber se poderia requerer o benefício.

No dia marcado para o atendimento foram apresentados documentos, preenchidos formulários e a informação apresentada à segurada foi a de que em 45 dias, conforme determina normativa do instituto, haveria uma resposta sobre a concessão ou não do pedido. Isso ocorreria por e-mail ou por recebimento da Carta de Concessão pelo Correio.

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“Nenhuma das duas alternativas aconteceram”, reclama a segurada, que voltou ao posto para cobrar resposta do instituto. “Fui muito mal atendida na agência. O responsável pelas informações se limitou a dizer que a minha solicitação estava em análise”, relata. “Quando questionei sobre o prazo de 45 dias, não obtive resposta”, critica a segurada.

Sistema não funciona

“Uma informação que poderia ter sido obtida pela internet, ou seja, no portal Meu INSS, deixou de ser fornecida por que o sistema simplesmente não funciona”, critica Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

A segurada fez contribuições por carnê e também recolhimentos pelo teto quando trabalhou com carteira assinada. Ela queria saber do INSS se já poderia se aposentar por tempo de contribuição.

“Não tenho intenção de me aposentar antes dos 60 anos. Me preocupa ter um benefício reduzido”, afirma. E questiona: “E agora, como faço se enviarem a Carta de Concessão?”

Segundo Adriane, basta a segurada informar ao INSS que não quer se aposentar e, depois, dá entrada no benefício. O INSS não respondeu aos questionamentos do DIA.

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Confira como se cadastrar, se o site deixar

Para ajudar quem precisa se cadastrar ou fazer novo acesso ao Meu INSS, O DIAfez um passo a passo para mostrar como é feito o cadastro na página www.inss.gov.br.

Uma dica importante: ao final de cada passo clique no botão “não sou um robô” para passar à tela seguinte do Meu INSS. Ao entrar no portal, escolha a opção “login” no topo ao lado direito da tela.

Em seguida, abrirá uma janela do cidadão.br. Nela, clique no botão “primeiro acesso”. No passo seguinte, assinale em “cadastre-se” que fica do lado direito na parte de baixo da tela.

A próxima página vai pedir número de CPF, nome completo, data de nascimento do segurado, nome da mãe e o estado de nascimento para fazer o login. Após preencher todas as informações, clique em “próximo”.

Neste acesso, o trabalhador responde a cinco perguntas sobre o histórico previdenciário. É importante ter as carteiras de trabalho ou contracheques em mãos. Após o preenchimento, é gerado um Código de Acesso, que será trocado por uma senha de nove caracteres criada pelo usuário. Ao final selecione “próximo”.

Depois de preencher todas as informações, o site pedirá permissão para que seus dados sejam usados no site Meu INSS. Escolha “autorizo” para prosseguir.

Pronto, login e senha criados, ou recriados. Agora é só acessar a página. Isto é, se o sistema deixar.

Fonte: O DIA

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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