Autorização do STF sobre a venda da Reman em Manaus é criticada por petroleiros

O Sindipetro teme que negociação das fatias da petroleira acarrete em um monopólio regional privado.

Redação AM POST

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) criticou nessa sexta-feira (2) decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou na quinta-feira(1º) a liminar que pedia suspensão da venda das refinarias da Petrobras, incluindo a Isaac Sabbá (Reman) em Manaus.

Apesar de alegação sobre necessidade de autorização do Congresso, por se tratar de uma empresa de capital misto, o STF decidiu que não há necessidade de autorização do Poder Legislativo para a Petrobras realizar a venda de oito de suas 15 refinarias no território brasileiro.

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De acordo com os petroleiros, os ministros atropelaram as prerrogativas do Congresso, enfraquecendo ainda mais o debate público em torno de uma questão tão estratégica para a soberania nacional.

O Sindipetro teme que negociação das fatias da petroleira acarrete em um monopólio regional privado. Além de deixar a população refém dos altos preços dos produtos e sofrer com possível desabastecimento, como gás de cozinha, gasolina, diesel e demais derivados derivados do petróleo.

A Reman, localizada em Manaus, possui capacidade de processamento de 46 mil barris/dia e seus ativos incluem um terminal de armazenamento.

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