Cashback pode elevar preços da cesta na reforma tributária, diz Abras
Relatório da PEC da reforma tributária prevê devolução de impostos.
- Foto: Geraldo Bubniak/AEN
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) expressou apoio à proposta de reforma tributária elaborada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). No entanto, a entidade enfatizou a necessidade de cautela na implementação do mecanismo de cashback na cesta básica, salientando que essa medida deve ser adotada de maneira estratégica para evitar impactos adversos.
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João Galassi, presidente da Abras, destacou pontos cruciais da proposta, incluindo a criação de duas modalidades de cestas básicas: uma isenta de tributação e outra com um desconto de 60%, somado ao cashback.
Galassi ressaltou que, do ponto de vista da Abras, a cesta básica isenta é um mecanismo muito mais eficaz para a distribuição de renda do que o cashback. A entidade defende a isenção total dos tributos sobre a cesta básica como uma medida mais benéfica para a população de baixa renda. No entanto, apesar de suas ressalvas, a Abras não se opõe à inclusão do cashback na cesta estendida.
Em uma entrevista coletiva virtual, Galassi declarou: “O cashback não é o melhor instrumento da política social. A desoneração total da cesta básica seria muito mais benéfica para a população de baixa renda.” Ele enfatizou a importância de garantir que a devolução dos tributos esteja direcionada para o consumo de alimentos e expressou a aceitação da proposta apresentada.
O presidente da Abras salientou que, embora em estudos anteriores a entidade não tenha questionado o cashback, agora, com a apresentação do relatório, eles apoiam e acreditam na existência de instrumentos durante o debate das leis complementares que possam assegurar uma redução ou manutenção da carga tributária na cesta básica isenta.
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Entretanto, Galassi alertou sobre a possibilidade de aumento da carga tributária, dependendo da alíquota do imposto sobre o valor agregado (IVA) e da composição dos itens em cada uma das cestas propostas.
Rodrigo Segurado, vice-presidente de Ativos Setoriais da Abras, reforçou a importância da reforma tributária como modelo de financiamento do Estado. Ele destacou o grande desafio social do país no combate à fome e ressaltou o cálculo que aponta a necessidade de investimento significativo para distribuir alimentos e combater a fome.
Segurado mencionou que o Senado validou a proposta da cesta básica isenta, acrescentando o cashback na cesta básica estendida com uma redução de 60% dos tributos. Ele detalhou os diferentes descontos e isenções propostos para diversos produtos alimentícios e itens de higiene, destacando a abordagem apresentada pelo Senado Federal em relação à reforma tributária.
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