Colunista do Financial Times alerta: economia dos EUA pode estar prestes a colapsar
Apesar de índices otimistas, sinais de fragilidade no emprego, consumo e setor imobiliário acendem alerta vermelho

Colunista do Financial Times alerta: economia dos EUA pode estar prestes a colapsar – Foto: reprodução da Casa Branca
Economia – A economia dos Estados Unidos pode estar à beira de um colapso, segundo alerta o economista Tej Parikh em artigo publicado no Financial Times e republicado pela Folha de S.Paulo. Em meio ao otimismo gerado por indicadores como o crescimento do emprego e os recordes no índice S&P 500, Parikh chama atenção para desequilíbrios profundos e sinais de alerta que, segundo ele, estão sendo ignorados.
Empregos estão concentrados em setores estagnados
Desde fevereiro, dois terços dos novos postos de trabalho surgiram em setores tradicionalmente menos dinâmicos, como saúde e administração pública. Ao mesmo tempo, cresce o número de áreas da economia que estão demitindo mais do que contratando, um fenômeno incomum fora de períodos de recessão.
PUBLICIDADE
Esse tipo de distribuição no mercado de trabalho é preocupante porque sugere uma recuperação artificial e desequilibrada. Para Parikh, os dados atuais “maquiam” uma desaceleração estrutural mais profunda.
Setor imobiliário em alerta: cenário lembra crise de 2008
Outro ponto de pressão é o mercado imobiliário. Segundo Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics, “os imóveis são a parte da economia mais sensível às taxas de juros e, como tal, historicamente têm levado a economia a recessões”.
As hipotecas acima de 6% cresceram desde a pandemia, pressionando famílias a comprometer uma fatia ainda maior da renda — patamar semelhante ao da bolha imobiliária de 2006. Além disso, o estoque de imóveis novos não vendidos atingiu o maior nível desde 2009, o que pode sinalizar excesso de oferta e enfraquecimento da demanda.
Consumo das famílias recua, afetando empresas menores
Outro indicativo preocupante vem dos hábitos de consumo. Desde dezembro, os gastos reais das famílias norte-americanas vêm encolhendo, um movimento puxado, sobretudo, por consumidores de alta renda que agora demonstram mais cautela.
Esse esfriamento da demanda doméstica tende a penalizar principalmente as pequenas e médias empresas, mais expostas à economia interna. Já as gigantes de tecnologia, responsáveis por grande parte do crescimento nos lucros corporativos, mantêm receitas mais protegidas por sua atuação global.
PUBLICIDADE
Parikh alerta que o S&P 500 tem se tornado cada vez mais desconectado da economia real, com valorização concentrada em poucas empresas enquanto boa parte do mercado luta para manter margens diante de custos mais altos e consumidores retraídos.
Efeito retardado das tarifas pode agravar crise
A política tarifária dos EUA é outro fator que pode impulsionar um cenário recessivo. A partir de 1º de agosto, a tarifa média sobre importações saltará para 20,6%, pressionando ainda mais os preços.
Segundo Parikh, mesmo que o Presidente Donald Trump adie novas tarifas, o impacto será sentido de forma inevitável conforme estoques de produtos mais baratos se esgotem. Dados da Harvard Business School mostram que produtos tarifados já apresentam preços mais altos do que similares isentos, e essa diferença tende a se ampliar.
Falta de ação política agrava instabilidade econômica
No plano político, a falta de medidas eficazes para estimular a economia e conter os impactos das políticas protecionistas preocupa analistas. Rumores sobre uma possível demissão de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, e um pacote fiscal considerado ineficiente aumentam a incerteza.
Para Tej Parikh, o cenário é alarmante. “A economia dos EUA é como um sapo em água fervente”, resume. Se o presidente norte-americano não recuar decisivamente de sua agenda tarifária, ele acredita que será difícil evitar um colapso: “É um castelo de cartas prestes a desmoronar.”
Veja também: Caminhoneiros cogitam paralisação nacional contra tarifa de Trump que afeta exportações brasileiras
Por: Mayara Leite – Estudante de Jornalismo.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





