Com falência à vista, Hapvida já perde R$ 11 bilhões em valor de mercado
A perda de valor e mercado da empresa chegou a passar de R$ 11 bilhões, o que equivale a perder duas empresas em um único dia.
Redação AM POST*
A operadora do maior plano de saúde do Brasil, que possui uma carteira de cerca de 300 mil clientes no Amazonas, fechou o dia nesta quarta-feira, 01/03, na bolsa de valores com um resultado que a mídia especializada tratou de adjetivar de “desastroso”. Hoje ações da Hapvida desabavam 35% por volta das 13h. O mercado já alertou que a Hapvida estava em vias de quebrar, o cenário hoje se agrava ainda mais.
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A perda de valor e mercado da empresa chegou a passar de R$ 11 bilhões, o que equivale a perder duas empresas em um único dia, segundo dados do TradeMap. Isso porque o montante perdido se equipara à soma dos valores de mercado da Odontoprev (R$ 6,1 Bilhões) e Dasa (R$ 5,0 bilhões).
A companhia divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2022 e reportou um prejuízo de R$316 milhões, revertendo o lucro de 200 milhões de reais no igual período de 2021.
As dívidas da operadora de saúde subiram de 6,4 bilhões para 7 bilhões de reais em um trimestre. O aumento na sinistralidade dos planos foi um dos pontos de maior atenção para os analistas. O Credit Suisse cortou a recomendação de compra das ações para neutro depois do balanço, e enxerga um ano de 2023 bastante pressionado para a companhia.
“Continuamos acreditando que a reversão dos índices de sinistralidade pode levar alguns trimestres, pois dependem de reajustes de tickets relativamente altos para compensar sinistros pressionados há dois anos pela inflação e pela alta utilização. As despesas financeiras podem continuar pressionando os ganhos. Portanto, não acreditamos em um desbloqueio de valor para este ano”, escrevem os analistas em relatório enviado a clientes.
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Bancos e corretoras que cobrem a companhia são unânimes ao dizer que a taxa de sinistralidade da Hapvida, ou seja, a relação entre as despesas com a utilização dos serviços, continua elevada.
“Para o Itaú BBA, os resultados do 4T22 da Hapvida mostraram tendências consideravelmente piores do que o esperado, principalmente para rentabilidade. O custo por beneficiário continuou a aumentar de forma sequencial, apesar da sazonalidade melhor do quarto trimestre; o crescimento do tíquete médio não foi suficiente para compensar essa tendência. A empresa não conseguiu entregar maior geração de caixa no trimestre, postergando uma maior desalavancagem financeira no curto prazo”, diz o site Infomoney.
Má prestação de serviço
A Defensoria Pública do Amazonas, já acionou o plano de saúde por má prestação de serviço e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) é outro órgão que investiga a conduta da Hapvida. Junto à comunidade, há queixas contra a empresa.
A Hapvida também foi acusada de mau atendimento à pacientes com Deficiência Física e com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Apesar disso, a Hapvida ainda possui uma clientela de cerca de 40 mil usuários, que são servidores públicos do Estado obrigados a utilizarem o serviço da empresa. O plano cobre até quem mora no interior, onde a empresa não possui um balcão de atendimento.
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