Contas no vermelho: Governo Lula termina mês maio com rombo de quase R$ 61 bilhões
Este é o segundo pior resultado da série histórica para o mês.
- Foto: reprodução
As contas do governo federal brasileiro registraram um déficit primário de R$ 60,983 bilhões em maio, conforme dados divulgados pelo Ministério da Fazenda. Este é o segundo pior resultado da série histórica para o mês, perdendo apenas para o período da pandemia em 2020, quando o rombo chegou a R$ 165,1 bilhões, corrigido pela inflação.
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O resultado de maio representa uma deterioração acentuada em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando o governo federal registrou um superávit de R$ 1,83 bilhão. Este contraste ressalta a gravidade do atual desequilíbrio fiscal, que persiste mesmo com a alta na arrecadação de impostos.
Até maio deste ano, a arrecadação de impostos bateu recorde, ultrapassando a marca de R$ 1 trilhão. No entanto, o aumento nas receitas não foi suficiente para cobrir as despesas crescentes do governo. Segundo o Ministério da Fazenda, descontada a inflação, houve um aumento de 14% nas despesas em maio, enquanto a receita líquida cresceu 9%. Essa discrepância entre o crescimento das despesas e das receitas é um dos principais fatores que contribuíram para o déficit.
O déficit em maio foi impulsionado principalmente pela Previdência Social e pelo Tesouro Nacional, que registraram déficits de R$ 61,2 bilhões e R$ 84 bilhões, respectivamente. Em contrapartida, o Banco Central contribuiu com um superávit de R$ 129 milhões, mas este valor foi insuficiente para equilibrar as contas.
O Tesouro Nacional explicou que o aumento nas despesas em maio foi causado, em grande parte, por um crescimento de R$ 24,4 bilhões nos pagamentos de benefícios previdenciários. Esse aumento pode ser atribuído a diversos fatores:
1. Diferença nos Calendários de Pagamentos: A variação nos calendários de pagamento do 13º salário da previdência social impactou significativamente as despesas.
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2. Aumento do Número de Beneficiários: O crescimento no número de beneficiários também elevou os gastos previdenciários.
3. Política de Valorização do Salário-Mínimo: A política de valorização do salário-mínimo contribuiu para o aumento das despesas com benefícios previdenciários.
O governo federal enfrenta o desafio de equilibrar as contas públicas em um cenário de aumento constante nas despesas. A necessidade de ajustes fiscais e reformas estruturais é evidente para evitar que déficits como o registrado em maio se tornem uma tendência persistente.
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