Cresce o uso de Pix para pagar dívidas e cai o volume de boletos
Aumentou em 40% em março o número de acordos fechados pela modalidade de pagamento instantânea, reduzindo espaços dos tradicionais boletos.
Redação AM POST
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A quantidade de transações de pagamento — com exceção do dinheiro em espécie — cresceu 40% em 2021 na comparação com 2020, para 58,8 bilhões de transações. Os dados são do Banco Central (BC), que atribui o forte crescimento ao sucesso do Pix.
O avanço foi de 27% em volume financeiro, para R$ 76,9 trilhões — o equivalente a 9 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Os dados são da publicação “Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil”, divulgado na terça-feira (22) pelo BC.
“O crescimento da quantidade total de transações (excluídas aquelas em espécie) observado em 2021, em comparação ao ano anterior, se deu, principalmente, pela adoção acelerada do uso do Pix pela sociedade, como nova alternativa para efetuar seus pagamentos”, afirmou o Banco Central em nota.
A autoridade monetária destacou também a expansão do mercado de cartões: 34% do crédito, 18% do débito e 213% do pré-pago. Houve crescimento — discreto — no uso do débito direto (9%) e do boleto (9%) e redução no uso do cheque e nas transferências interbancárias e intrabancárias.
Pix passa o cartão
O Pix ultrapassou o cartão de crédito e de débito no quarto trimestre de 2021 em número de operações — e não parou de crescer, chegando a 5,469 bilhões de transações no fim do segundo trimestre deste ano. Já os cartões ficaram relativamente estáveis até o fim de junho, segundo o BC.
O sistema de pagamentos do BC também se destacou na quantidade de transações por tipo de instrumento de pagamento, atingindo o patamar de 16% dessas transações em 2021.
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