Petrobras avalia que conflito no Irã não deve comprometer exportações de petróleo
Diretoria da companhia afirma que rotas usadas para envio de petróleo ao mercado asiático não estão diretamente ameaçadas pela crise no Oriente Médio.

FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Resumo:
A Petrobras informou que o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel não deve impactar as exportações brasileiras de petróleo para países asiáticos. A empresa afirma que as rotas comerciais utilizadas não estão diretamente afetadas pela guerra.
Notícias de Economia – A Petrobras afirmou que o atual conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, no Oriente Médio, não deve afetar as exportações de petróleo da companhia para países da Ásia.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
A avaliação foi apresentada pelo diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro.
Segundo ele, os principais destinos do petróleo brasileiro — Índia, China e Coreia do Sul — utilizam rotas marítimas que não estão diretamente ameaçadas pelo conflito na região.
Leia também: Brasil deixa o grupo das 10 maiores economias do mundo
Importações também não devem sofrer impacto
De acordo com o diretor, a Petrobras também não prevê dificuldades nas operações de importação de petróleo utilizadas pela empresa.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Ele explicou que o óleo específico destinado à Refinaria Duque de Caxias (Reduc) é adquirido periodicamente e pode ser transportado por diferentes rotas marítimas.
Entre as alternativas citadas estão o Estreito de Ormuz, o Mar Vermelho ou portos localizados no norte do Mar Mediterrâneo, o que reduz riscos logísticos para a companhia.
Petrobras vê cenário internacional instável
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o cenário global é marcado por forte instabilidade nos preços do petróleo.
Segundo ela, a cotação internacional pode apresentar oscilações significativas, variando entre US$ 53 e US$ 180 por barril, dependendo da evolução do conflito e das condições do mercado.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Apesar disso, a executiva afirmou que a empresa trabalha para manter resiliência diante de diferentes cenários econômicos.
Empresa descarta disparada no preço do gás
Magda Chambriard também comentou sobre possíveis impactos no preço do gás de cozinha. Segundo ela, não há fundamento econômico para aumentos exagerados do produto no Brasil.
A presidente da Petrobras comparou o atual momento com episódios de pânico durante a pandemia de Covid-19, quando houve corrida por produtos básicos sem que houvesse, de fato, escassez.
Segundo a executiva, movimentos bruscos de preços podem ocorrer mais por especulação do mercado do que por falta de oferta.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Petrobras registra lucro bilionário em 2025
Durante a coletiva, a Petrobras também apresentou os resultados financeiros do ano passado. A companhia registrou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, crescimento expressivo em relação aos R$ 36,6 bilhões obtidos em 2024.
Segundo a presidente da empresa, o resultado reflete ganhos de eficiência operacional, disciplina de investimentos e aumento na produção de petróleo e gás.
Um dos fatores que contribuíram para o crescimento foi a ampliação da capacidade da plataforma Almirante Tamandaré, cuja produção passou de 225 mil para 270 mil barris por dia.
A Petrobras também informou que novas plataformas estão em construção em Singapura, com previsão de chegada ao Brasil ainda este ano.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





