Bancada do PR decide não votar pela Reforma da Previdência se houver corte de direitos dos professores
Os republicanos tem a quarta maior bancada da Câmara, composta por 38 deputados.
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Com a quarta maior bancada da Câmara, composta por 38 deputados, o Partido da República (PR) fechou questão nesta terça-feira (26) em relação à reforma da Previdência. Segundo o vice-líder do partido, Marcelo Ramos (AM), o PR só aceita discutir as propostas preparadas pela equipe econômica de Jair Bolsonaro se houver recuo em relação aos professores.
Para Ramos, é importante que se mantenham as regras atuais para a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a aposentadoria de professores. “Não vamos aceitar nem o aumento do prazo de contribuição nem idade maior para a aposentadoria”, diz.
Marcelo Ramos alega que o atual regime de aposentadoria dos professores não configura privilégio. “Os professores têm uma carga de trabalho muito pesada, estressante, com grande desgaste psicológico. É preciso proteger, valorizar os servidores”, argumentou o parlamentar acrescentando que se trata de uma categoria que precisa ser prestigiada.
Relação Delicada
Ao dar um exemplo do quão delicada é a relação Governo e Congresso, Marcelo revelou que boa parte da bancada do PR não compareceu à reunião de hoje com o secretário Nacional de Previdência, Rogério Marinho. Meia hora antes, o líder do PR, José Rocha (BA), deu uma entrevista coletiva e anunciou a posição do partido em não aceitar redução de direitos na aposentadoria dos professores.
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