Eduardo Braga coloca mais um vez esposa como suplente em chapa para o Senado
Apesar da prática não ser ilegal é considerada por especialistas como negativa para a democracia.
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O senador, Eduardo Braga (MDB), que tenta reeleição no pleito deste ano colocou mais uma vez sua esposa Sandra Braga (MDB) como primeira suplente na disputa por uma das vagas do estado no Senado.
Cada chapa ao Senado é formada por três nomes: titular, 1º suplente e 2º suplente. Neste ano, o eleitor deve votar duas vezes para o Senado. O atual modelo foi definido na Constituição de 1988.
Os nomes de suplentes para o Senado já são decididos no período eleitoral, mas eles só assumem o mandato caso haja afastamento do titular.
O casal aposta na união politica desde 2010 e no ano de 2015 a esposa do político ocupou a cadeira de Braga, que assumiu o Ministério de Minas e Energia.
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A prática não configura qualquer irregularidade, no entanto, para o professor da FGV Direito Rio de Janeiro, Michael Mohallem, o ato não é positivo para a democracia e ainda cria uma dúvida quanto à capacidade política dos suplentes.
Sandra Backsmann Braga tem 59 anos, é empresária, tem três filhas e declarou bens de mais de R$2 milhões nas eleições 2018, enquanto o senador tem patrimônio de mais de R$30 milhões e superou no quesito riqueza todos seus concorrentes ao cargo.
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