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Eleições 2018

Por frente de apoio, Haddad deve desistir de taxação de grandes fortunas

Petista acena com a perspectiva de ‘um governo mais amplo que nunca’.

Por Hugo Guimarães

16/10/2018 às 09:17 - Atualizado em 16/10/2018 às 12:39

Com o endosso de interlocutores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o comando da campanha de Fernando  Haddad (PT) já admite flexibilizar seu programa de governo em nome de um pacto contra a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). A cúpula petista já havia cedido ao retirar do plano proposta de convocação de uma assembleia nacional para revisão da Constituição.

Um integrante do comando da campanha recomenda a definição de dez pontos de convergência para elaboração de um programa comum, excluindo propostas polêmicas, com difícil aprovação no Congresso, como, por exemplo, a retirada da taxação de grandes fortunas. Autor do plano de governo de Lula, o próprio Haddad afirmou, nesta segunda-feira (15), que pretende “alargar o quanto puder” a frente de apoio a sua candidatura, “sobretudo com Ciro Gomes, que  é  um democrata, mas também com setores de outros partidos que lutaram pela redemocratização”.

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Para tanto, Haddad acena com a perspectiva de “um governo mais amplo que nunca”.

“Bolsonaro é uma ameaça concreta às instituições. Pelo Brasil democrático, estaria disposto a qualquer tipo de… Faço gestos todo dia”, afirmou Haddad, acrescentando que não poupará esforços “para evitar o pior”.

Nesta segunda (15), em Brasília, PT, PC do B, PSB, PSOL, PROS e PCB assinaram um manifesto estabelecendo uma “frente ampla pela democracia”.

O PDT, que declarou apoio crítico a Haddad contra a candidatura de Bolsonaro, não participou. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse contar com todos que foram signatários da Constituição de 1988, “ou seja, a maioria dos partidos que está no Congresso Nacional, inclusive os partidos de centrodireita e que têm respeito à institucionalidade e à democracia”.

Em função disso, também explicitou a disposição de mexer no programa do governo. “Se você não tiver nenhuma intenção de fazer flexibilização, você não faz aliança, disputa a eleição sozinho”, afirmou a petista, ressaltando que questões como direitos dos trabalhadores e erradicação da fome são inegociáveis.

Sobre temas como legalização do aborto e descriminalização de drogas, Haddad afirmou que a “ideia de que o presidente da República imponha  agenda dele ao país em temas que dividem a sociedade é um equívoco”. “Essas pautas mais sensíveis, que envolvem valores, debates mais profundos, é papel do Congresso, do Supremo Tribunal Federal”, argumentou.

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Coordenador da campanha de Haddad, o ex-governador Jaques Wagner afirma que “Fernando tem consciência que para ultrapassar este momento, ele tem que apontar para um governo amplo”. Repetindo a expressão “guarda-chuva” sob o qual estaria abrigada uma frente democrática, Wagner diz que a linha de corte para essa coalizão não tem que ser programática.

Mas em reação a uma ameaça à democracia representada por Bolsonaro. “Fizemos o Diretas Já para sair do autoritarismo. Temos que fazer outra para não entrarmos. A linha de corte não tem a ver com programático. É o item básico número um, a democracia”, justifica Wagner.

Líderes dos partidos disseram que já estão procurando quadros de outras legendas, inclusive MDB e PSDB, mas não quiseram citar nomes. Na tentativa de ampliar a frente, Haddad deve procurar Ciro Gomes presidenciável pelo PDT derrotado ainda no primeiro turno, em busca de um
apoio mais assertivo.

Ciro, no entanto, não pretende reafirmar apoio à candidatura petista. Em conversas reservadas, ele tem dito que já fez o aceno que deveria ter feito e que continuará se posicionado nas redes sociais apenas contra Bolsonaro,
mas sem mencionar o petista.

JOGO DE MÃO

Defensor de um acordo com o PDT já no primeiro turno, Wagner admitiu que a melhor estratégia para esquerda seria o lançamento de Ciro Gomes (PDT) à Presidência. Segundo o senador eleito pela Bahia, isso ainda é mais claro hoje, quando a equipe de Bolsonaro baseia sua estratégia no ataque ao PT. “Está mais claro. O que eles têm a dizer? É anti-PT. É anti-PT”. Apesar dessa avaliação, Wagner refuta a proposta da senadora Katia Abreu de substituição de Haddad por Ciro neste segundo turno. “Seria jogo de mão”.

Fonte: Folha de São Paulo

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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