Risco do Amazonas ser comandado pelo narcotráfico é alertado durante debate da TV Amazonas
Segurança pública do Estado tem mostrado vulnerabilidade diante de ações de narcotraficantes, que estão gerando centenas de mortes.
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O senador e candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), alertou, na noite de ontem (02), sobre a falta de controle na área de segurança pública no Estado. O setor tem se mostrado vulnerável diante de ações de narcotraficantes, que estão gerando centenas de mortes ao longo dos últimos meses, em função da guerra estabelecida pelo controle do tráfico na região.
“É preciso ter autoridade. Se não for tomada uma atitude agora, o Estado será comandado pelo narcotráfico”, assegurou. A declaração foi dada durante o debate, promovido pela TV Amazonas, com os políticos que disputarão, no próximo fim de semana, o cargo de governador nas urnas”, disse.
Omar confrontou o governador Amazonino Mendes (PDT), candidato à reeleição, sobre uma declaração dada em entrevista à rádio CBN Amazônia, afirmando que no Amazonas não há profissionais competentes para lidar com o narcotráfico. O senador criticou, mais uma vez, a contratação da consultoria internacional Giuliani Security, do ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, que ocorreu sem licitação, ao custo de R$ 5,6 milhões.
Segundo Omar, especialistas brasileiros, inclusive autores de livros que têm servido de parâmetro para a elaboração de políticas públicas na área de segurança, poderiam contribuir com o projeto de combate à criminalidade no Estado, de forma gratuita. O candidato destacou seu projeto de policiamento comunitário, fruto da adaptação do antigo Ronda no Bairro, que foi extinto em governos anteriores, e que viabilizou o contato direto da população com os policiais militares que trabalham no combate ostensivo.
Já Amazonino citou como exemplo, mais uma vez, a redução da criminalidade em Medellín, na Colômbia, alegando que a consultoria Giuliani ajudou a reduzir os índices de criminalidade na localidade. Mas, na verdade, negociações diretas envolvendo o governo daquele país, para o combate aos cartéis de droga, conhecidos mundialmente, foram o ponto forte para que a cidade se tornasse modelo, e não o trabalho da empresa de Rudolph Giuliani.
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