Wilson Lima se esquiva de falar de indenização de R$ 50 mil por presos mortos, defendida por seu vice
As indenizações são defendidas pelo seu candidato a vice, Carlos Almeida, que é defensor público.
Questionado se pretende, se eleito, pagar as indenizações de R$ 50 mil a cada família de presos mortos na chacina ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em janeiro de 2017, o candidato ao Governo, Wilson Lima (PSC), disse que “a lei tem que ser cumprida”, mas não deixou claro se vai pagá-las. As indenizações são defendidas pelo seu candidato a vice, Carlos Almeida, que é defensor público.
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A declaração de Wilson Lima foi feita durante entrevista na TV Amazonas, no início da noite de hoje. No ano passado, Carlos Almeida cadastrou 54 famílias de presos assassinados e iniciou tratativas para que o Governo do Estado pague R$ 50 mil por cada preso assassinado. As indenizações totalizam R$ 2,7 milhões.
No total, a chacina, que incluiu mortes também na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, terminou com 64 mortos.
O valor das indenizações, de R$ 50 mil, conforme divulgado pelo defensor público Carlos Almeida, no ano passado, foi definido com base em precedentes de tribunais de justiça superiores. É o defensor público quem representa as famílias dos presos nas tratativas com a Procuradoria Geral do Estado (PGE).
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