Eduardo Braga apoia retorno de Vanessa Grazziotin ao Congresso Nacional mesmo com rejeição dos amazonenses
Os amazonenses tem forte rejeição pelos nomes dos dois políticos.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
O pré-candidato ao governo do Amazonas, senador Eduardo Braga (MDB), participou no último sábado (23) de evento do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Amazonas e defendeu o retorno ao Congresso Nacional da ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que é candidata a deputada federal neste pleito e foi expulsa pelo povo do Amazonas do parlamento nas eleições de 2018 quando perdeu a reeleição e foi substituída pelo atual senador, Plínio Valério (PSDB).
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“Juntos, vamos voltar a ter esperança, otimismo e fé. Hoje é a primeira convenção. A eleição será no dia 2 de outubro, e daqui pra lá a cobra grande vai crescer e nós vamos vencer no Amazonas e eleger Lula presidente, Omar para o Senado, Vanessa para a Câmara e fazer maioria na Assembleia Legislativa”, afirmou Braga no evento dos comunistas que decidiram apoiar sua pré-candidatura por influencia de Lula.
Os amazonense tem forte rejeição pelos nomes de Eduardo Braga e Vanessa, que ainda tem sua imagem fortemente ligada aos governos do PT, principalmente da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em março de 2020, a pesquisa Action divulgou um levantamento que mostrava Vanessa Grazziotin a pré-candidata mais rejeitada naquele ano para a Prefeitura de Manaus, com 35,5%, e ela não entrou na disputa. Os entrevistados foram questionados em quem não votariam de jeito nenhum para prefeito, podendo indicar até duas opções.
Em abril deste ano, Vanessa e seu marido Eron Bezerra, presidente estadual do PCdoB, foram flagrados sendo hostilizados por populares durante um ato em defesa da Zona Franca de Manaus no bairro Compensa, zona Oeste da capital.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os políticos juntamente com correligionários sendo vaiados e xingados possivelmente por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. “Vai embora comunista”, grita uma pessoa. “Ei quem gosta de vocês é o Maduro”, retruca outra.
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Veja vídeo: Vanessa Grazziotin e Eron Bezerra são hostilizados e chamados de “comunistas vagabundos” em Manaus pic.twitter.com/AlHyxoYqKA
— AM POST (@portalampost) April 25, 2022
Caixa 3
Braga e Vanessa foram denunciados em fevereiro de 2019 pela então procuradora-geral da República Raquel Dodge sob acusação de ‘Caixa 3’ no repasse de R$ 2,35 milhões à campanha eleitoral da ex-senadora em 2012. Conforme denúncia eles “agiram em comunhão de esforços” para camuflar a real origem da doação à campanha eleitoral de Grazziotin, que disputava o cargo de prefeita de Manaus.
De acordo com a denúncia, a prática foi adotada pelo Grupo Odebrecht, que usou a empresa Praiamar para doar R$ 1,650 milhão ao diretório municipal do MBD e R$ 700 mil à campanha de Grazziotin. A investigação foi aberta após delação premiada de Fernando Reis.
No documento, Dodge afirmou que, à época da eleição, Braga era presidente municipal do partido e “pessoa com forte proximidade com o Grupo Odebrecht”. Ainda segundo ela, as doações foram fruto de acordo firmado entre Grazziotin, Braga e o Grupo Odebrecht.
Em 2019, a ministra Rosa Weber enviou o inquérito para a Justiça Eleitoral do Amazonas sob alegação de o STF não tinha competência para julgar o caso porque Grazziotin havia perdido o foro por prerrogativa ao não se reeleger e, no caso de Braga, as denúncias não têm relação com a função dele de senador da República.
Em 2021, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu Eduardo Braga da acusação após o procurador-geral da República, Augusto Aras, ter pedido a absolvição do emedebista, que foi relator da recondução do magistrado para mais um mandato de dois anos à frente da PGR.
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