Moraes determina que Marcos Cintra preste depoimento à PF após questionar resultado das urnas
O economista também teve as redes sociais bloqueadas depois de questionar o fato de algumas urnas não terem registrado nenhum voto a favor de Jair Bolsonaro (PL).
Redação AM POST*
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O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou bloquear a conta no Twitter do economista Marcos Cintra, candidato a vice de Soraya Thronicke (União Brasil) nestas eleições, por questionar a veracidade do pleito. Magistrado determinou ainda que a Polícia Federal realize uma oitiva de Cintra em 48 horas para o ouvir “acerca do conteúdo descrito nesta decisão, em especial, sobre quais os fundamentos concretos de sua fundamentação”.
Na decisão, publicada neste domingo (6), Moraes reagiu a uma publicação de Cintra em que ele questionava o fato de algumas urnas não terem registrado nenhum voto a favor de Jair Bolsonaro (PL), dizendo que as “dúvidas sobre a integridade do sistema” estavam se “avolumando”, e colocando em xeque o sistema eleitoral.
“Conforme se verifica, Marcos Cintra utiliza as redes sociais para atacar as instituições democráticas, notadamente o Tribunal Superior Eleitoral, bem como o próprio Estado democrático de Direito, o que pode configurar, em análise preliminar, crimes eleitorais”, afirma a decisão.
Moraes afirma ainda que essas circunstâncias permitem, portanto, a adoção de medidas que restrinjam a divulgação de conteúdo falso e, nas suas palavras, “eminentemente antidemocrático em evidente violação à liberdade de expressão, bem como a realização de diligências, de modo que os fatos apurados sejam completamente esclarecidos”.
Além de Marcos Cintra, os deputados federais Major Vitor Hugo (PL-GO) e Coronel Tadeu (PL-SP) também tiveram suas contas no Twitter suspensas por ordem judicial. O deputado eleito mais votado do país, Nikolas Ferrreira (PL-MG) também teve os perfis no Twitter e no Instagram retirados do ar após compartilhar vídeo de um consultor argentino, amigo do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que divulga desinformação sobre as urnas eletrônicas.
*Com informações de O Globo
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