Urgente: TSE exonera servidor responsável por propagandas eleitorais em rádios
Mudança ocorre após campanha de Bolsonaro alegar ter sido prejudicada em inserções de rádio; TSE diz ser mudança normal.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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Em meio à denúncia da campanha de Jair Bolsonaro (PL) de que algumas rádios do Nordeste estariam priorizando inserções do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em detrimento às do atual presidente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela exoneração, nesta quarta-feira (26) do servidor Alexandre Gomes Machado, assessor de gabinete da Secretaria Judiciária da Secretaria-Geral da Presidência, setor é responsável pela coordenação do pool de emissoras que transmitem a propaganda eleitoral em rádio e TV.
Alexandre Gomes cuidava do pool de emissoras e rádios. Em nota, O TSE informou que trata-se de uma exoneração normal, sem relação com o episódio relatado pela campanha de Bolsonaro e que, desde que assumiu a presidência do TSE, Alexandre de Moraes vem fazendo mudanças pontuais na equipe. No entanto, a Corte não confirmou se o servidor, que é efetivo do TRE-DF e exercia cargo em comissão de assessor na Secretaria Judiciária, da Secretaria-Geral da Presidência do TSE, tinha a função de administrar as inserções das campanhas nas rádios.
Na noite desta terça-feira (25), a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou ao TSE nova manifestação com mais informações sobre a denúncia de que estaria sendo prejudicado nas inserções. A campanha bolsonarista apresentou uma tabela com exemplos de oito rádios no Pernambuco e na Bahia que teriam descumprido a legislação eleitoral, entre os dias 7 e 14 de outubro. Um link foi disponibilizado para que Moraes acesse a íntegra dos dados.
Segundo relatório entregue pelo QG de Bolsonaro à Justiça Eleitoral, foram pelo menos 700 inserções a menos no segundo turno.
Cada inserção que não foi divulgada tem 30 segundos de duração, segundo a campanha de Bolsonaro. O grupo alega que os materiais que deixaram de ser veiculados correspondem a 1.283 horas de conteúdos não exibidos. De acordo com a campanha de Bolsonaro, o Nordeste foi a região com o maior percentual de inserções não divulgadas: 29.160.
*Com informações da CNN e R7
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