Adail Pinheiro registra candidatura a prefeito de Coari no site do TSE mas afirma não possuir bens
Político que já foi condenado a 57 anos e 5 meses de prisão, tenta retornar ao poder.
- Foto: Divulgação
O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, oficializou sua candidatura à prefeitura do município pelo partido Republicanos, mas surpreendeu ao declarar que não possui nenhum bem. A informação consta na plataforma de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- Da cadeia para a urna: Adail Pinheiro recebe quase R$600 mil para campanha eleitoral à Prefeitura de Coari
A última vez que Adail Pinheiro concorreu a uma eleição foi em 2012, quando foi eleito prefeito de Coari. Naquela ocasião, ele declarou um patrimônio de R$ 84 mil, composto por três automóveis: um Chevrolet Vectra verde de 2005, avaliado em R$ 28 mil; um Peugeot 206 prata de 2006, avaliado em R$ 25 mil; e um Honda Civic EX prata de 2005, avaliado em R$ 31 mil.
PUBLICIDADE
Agora, em 2024, Adail retorna à cena política tendo como vice em sua chapa o próprio filho, Emanoel Pinheiro, filiado ao União Brasil. Emanoel, diferentemente do pai, declarou possuir bens que somam R$ 360 mil, incluindo uma lancha de madeira avaliada em R$ 150 mil e uma casa de alvenaria avaliada em R$ 210 mil.
Passado condena
Adail Pinheiro é pai de dois políticos em atividade: o deputado federal Adail Filho e a deputada estadual Mayara Pinheiro. Ao longo de sua trajetória política, Adail já foi prefeito de Coari em três mandatos distintos: de 2001 a 2004, de 2005 a 2008, e em 2014. No entanto, seu último mandato foi interrompido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE).
O ex-prefeito também foi alvo da Operação Vorax, que investigou uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Coari. Em 2014, reportagens do programa Fantástico, da TV Globo, trouxeram à tona denúncias graves, o que levou o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) a decretar a prisão de Adail Pinheiro. A acusação de envolvimento em crimes tão sérios marcou profundamente sua imagem pública e gerou repulsa entre muitos eleitores.
Além das acusações relacionadas à Operação Vorax, Adail Pinheiro enfrentou outras complicações legais. Em dezembro de 2018, ele foi condenado pela 2ª Vara Federal de Manaus a 57 anos e 5 meses de prisão por comandar um esquema milionário de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos da Prefeitura do município. A decisão veio acompanhada de um mandado de prisão preventiva, decretado pelo juiz Marllon Souza. No entanto, apenas cinco dias após a ordem de prisão, o desembargador Kássio Marques, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), mandou soltar Adail, mas impôs restrições ao ex-prefeito, limitando sua liberdade.
PUBLICIDADE
Em março de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) encerrou um dos processos contra ele, mas isso não significou a devolução de seus direitos políticos. Mesmo sem esses direitos oficialmente restituídos, Adail decidiu disputar a eleição de 2024, gerando novos debates sobre a legalidade de sua candidatura.
Candidatura em risco
O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou com uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura contra Adail Pinheiro. A ação, apresentada ao Juízo Eleitoral da 8ª Zona Eleitoral do Amazonas, é baseada em condenações anteriores de Adail por crimes graves, incluindo favorecimento à prostituição e exploração sexual, com vítimas menores de idade.
De acordo com o MPE, Adail Pinheiro foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas a uma pena de 9 anos e 2 meses de reclusão, sentença que já transitou em julgado. Os crimes, tipificados tanto no Código Penal quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), levaram à sua inelegibilidade conforme os critérios da Lei Complementar nº 64/90, que regula as condições de elegibilidade no Brasil.
Veja documento:PEDIDO DE IMPUGNAÇÃO CANDIDATURA ADAIL PINHEIRO
Em nota, a defesa de Adail Pinheiro disse que ele só vai se manifestar sobre o caso quando for citado pela Justiça Eleitoral.
“A equipe jurídica do candidato Adail Pinheiro, que concorre ao cargo de prefeito de Coari, vem a público esclarecer acerca da ação de impugnação de registro de candidatura apresentada pelo Ministério Público Eleitoral do Amazonas (MPE-AM). Tão logo haja a citação de Manoel Adail Amaral Pinheiro, a equipe jurídica apresentará a defesa. Ressaltamos, no entanto, que temos plena convicção que não há qualquer decisão judicial ou administrativa que impeça a continuidade da candidatura de Adail Pinheiro“, disse.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos









