Da cadeia para a urna: Adail Pinheiro tem candidatura para prefeitura de Coari deferida pelo TRE-AM
A candidatura foi alvo de três contestações, incluindo uma do MPE argumentando que ele ainda estaria inelegível até dezembro deste ano, devido a penas anteriores.
- Foto: Divulgação
Na manhã desta segunda-feira, 16, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) aprovou a candidatura de Adail Pinheiro (Republicanos) para o cargo de prefeito de Coari, um importante município do interior do estado. A decisão foi proferida pela 8ª Zona Eleitoral de Coari e marcou mais um capítulo na trajetória política controversa de Adail. Com a coligação “Coari Rumo ao Futuro”, Pinheiro conta com o apoio de grandes partidos, como Republicanos, PP, MDB, União Brasil e a Federação PSB Cidadania.
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A oficialização da candidatura ocorreu no dia 5 de agosto, mas o processo foi marcado por impugnações e tentativas de barrar a participação do ex-prefeito nas eleições de 2024. O Ministério Público Eleitoral (MPE) foi o principal opositor à candidatura de Adail, argumentando que ele ainda estaria inelegível até dezembro deste ano, devido a penas anteriores relacionadas a crimes de exploração sexual e desvios de recursos públicos.
Sentença da Justiça Eleitoral
A sentença que garantiu a participação de Adail Pinheiro na corrida eleitoral foi assinada pela juíza Dinah Câmara Fernandes Abrahão. Em sua decisão, a magistrada julgou improcedentes as três impugnações que haviam sido apresentadas contra o registro de candidatura. “Julgo improcedentes as impugnações oferecidas nos presentes autos, ao tempo que defiro o pedido de registro de candidatura de Manoel Adail Amaral Pinheiro, cargo prefeito, Coari-AM, Eleições 2024, Coligação Coari Rumo ao Futuro”, declarou a juíza.
O Ministério Público Eleitoral, por meio do promotor Bruno Escórcio Cerqueira Barros, havia apontado que, embora a pena de prisão de Adail Pinheiro tenha sido revogada, os efeitos secundários da condenação ainda estariam vigentes. O principal argumento do MPE era a inelegibilidade de Adail, que deveria perdurar por oito anos a partir de 2016, devido a sua condenação por exploração sexual de menores.
No entanto, a decisão da Justiça Eleitoral rejeitou esses argumentos, abrindo caminho para que Adail Pinheiro, que já exerceu três mandatos como prefeito de Coari, possa tentar novamente o cargo nas eleições municipais de outubro.
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Trajetória marcada por polêmicas
Adail Pinheiro, que já exerceu três mandatos como prefeito de Coari – entre 2001 e 2004, 2005 e 2008, e em 2014 – é pai dos atuais políticos Adail Filho, deputado federal, e Mayara Pinheiro, deputada estadual. A candidatura deste ano traz uma surpresa, com o político alegando não possuir nenhum bem, o que contrastou com o histórico de riqueza e poder acumulado ao longo dos anos.
A trajetória de Adail Pinheiro é marcada por controvérsias e desafios legais. Em seu passado, ele enfrentou duas condenações judiciais significativas. A primeira condenação foi por exploração sexual de crianças e adolescentes, entre outros crimes, com uma pena de 11 anos e 10 meses, mas a pena não foi cumprida. A segunda condenação, mais grave, envolveu 57 anos e 5 meses de prisão, por crimes relacionados a Operação Vorax realizada em 2008, que investigou esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos da Prefeitura de Coari.
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