Durango Duarte não cumpre ameaça feita em áudio vazado e falta reunião no TRE-AM
Empresário disse que desmarcaria viagem que tinha programado a São Paulo para ir ao encontro e “desmascarar todo mundo”.
- Vaza áudio de Durango Duarte ameaçando acabar com reunião convocada pelo presidente do TRE-AM: “vou destruir”
O empresário Durango Duarte faltou a reunião do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador João Simões, com donos de institutos de pesquisas eleitorais marcada para esta quarta-feira (17), e não cumpriu as promessas que fez em áudio vazado na semana passada dizendo que iria desmarcar viagem que tinha programado a São Paulo para ir ao encontro e “desmascarar todo mundo”.
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Na semana passada, áudios vazados revelaram duras críticas de Duarte à iniciativa do TRE-AM. “Orienta teu presidente a não fazer o que ele vai fazer no próximo dia 17 às 15h30. Vocês vão levar o tribunal ao ridículo e eu para a reunião e vou desmascarar tudo. Ele está abrindo espaço para as empresas fraudadoras para fazer uma audiência? Vocês vão ser enrabados. Eu vou cancelar a minha viagem para São Paulo para ir nessa reunião e vou desmoralizar todo mundo”, afirmou o empresário em áudio enviado ao jornalista Claudio Barbosa.
As declarações de Duarte geraram grande expectativa em torno da reunião. Em seus áudios, ele não apenas criticou a organização do evento, mas também fez acusações graves contra o desembargador João Simões e outros participantes. “Eu vou destruir essa reunião. Eu vou denunciar, vou mostrar provas. Não faça a reunião. O desembargador João Simões vai passar vergonha, ele vai ter que cortar minha palavra na reunião e vou denunciá-lo por abuso de autoridade e compactação com intuitos fraudulentos”, disse Duarte, sugerindo que possuía evidências de irregularidades que pretendia usar para desacreditar a reunião e seus participantes.
Após repercussão negativa de sua a fala, o empresário emitiu nota se redimindo com o presidente do Tribunal.
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Procurado pela reportagem do Portal AM POST, Duarte informou que está hospitalizado em São Paulo e que necessitaria passar por uma cirurgia, motivo pelo qual não pôde comparecer ao encontro. “Estou em São Paulo. Vou me operar”, disse.
Ele também foi questionado sobre a acusação de ter acessado um banco de dados sigilosos da empresa concorrente Eficaz Pesquisas. O caso veio à tona após uma determinação judicial que exigiu o compartilhamento desses dados com o juiz Rafael Raposo e o Partido Liberal (PL), representado pelo advogado Charles Garcia.
“Não tenho condições de responder esta besteira. Banco de dados é livre para qualquer um quando o partido disponibiliza para consultores independentes como eu. Isso é uma farsa de empresas incompetentes e até fraudadores. O mundo vai desabar sobre os irresponsáveis. O tempo vai provar que a única pessoa neste estado que não está envolvido em equívocos e erros técnicos sou eu. Passaram vergonha pública. Zero credibilidade”, disse.
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