Eleitores vão às urnas com óculos-espião para confirmar voto vendido a candidato
Em duas cidades brasileiras, denúncias de corrupção eleitoral geram preocupações sobre a integridade do processo democrático.
- Foto: Reprodução TV Globo
Eleitores usaram óculos-espião com microcâmeras para garantir que seus votos, vendidos ao vereador Edivaldo Borges Gomes, conhecido como Irmão Edivaldo (MDB), fossem confirmados na urna na cidade de Ourilândia do Norte, no Pará. A prática foi descoberta quando uma mesária notou a presença desses óculos em vários eleitores e acionou a Justiça Eleitoral.
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Uma adolescente, abordada pela mesária, revelou que recebeu R$ 200 de um desconhecido em troca de seu voto, que deveria ser comprovado por filmagens. Irmão Edivaldo foi preso em flagrante e, após pagar fiança, pode enfrentar acusações de compra de votos e associação criminosa.
Em Nova Olinda do Maranhão, a disputa pela prefeitura foi acirrada, com Ary Menezes (PP) vencendo por apenas dois votos. Após a eleição, eleitores confessaram ter vendido seus votos e relataram ameaças. Danilo Santos, um dos eleitores, afirmou que foi procurado por candidatos e aceitou vender seu voto por materiais de construção, mas não recebeu o prometido, resultando em intimidações.
Outra eleitora, Luciane Souza Costa, também relatou ameaças de morte após postar apoio a uma candidata. Ela e sua família foram ameaçados por um homem associado à campanha, que exigiu que votassem conforme combinado.
As reações dos candidatos incluem uma nota de Ary Menezes, que afirmou que a compra de votos deve ser apurada, e declarações de seu vice, Ronildo da Farmácia, negando as acusações. A defesa de Clecia Barros, aliada de Ary, também se manifestou, alegando que não tem conhecimento sobre as práticas ilícitas mencionadas.
Redação AM POST
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