Marcelo Ramos e Amil prometem acionar Justiça Eleitoral contra banner com foto de Bolsonaro e Alberto Neto colocado na Ponte Rio Negro
O banner anuncia lançamento da pré-candidatura de Capitão Alberto Neto à Prefeitura de Manaus, com as bênçãos de Bolsonaro.
- Foto: Reprodução
A disputa pela prefeitura de Manaus começou a esquentar antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral. Os pré-candidatos a prefeito Marcelo Ramos (PT) e Marcelo Amil (PSOL) informaram que pretendem notificar a Justiça Eleitoral por suposto “abuso de poder econômico e político” contra o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM). A ação veio após o Movimento Direita Amazonas ter colocado um banner de grandes proporções na Ponte Jornalista Phelippe Daou, promovendo um evento com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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O evento está programado para sexta-feira, 03 de maio, e tem como destaque o lançamento da pré-candidatura de Capitão Alberto Neto à Prefeitura de Manaus. No entanto, a iniciativa de publicidade em larga escala levantou questionamentos sobre a legalidade e ética do ato.
O banner foi instalado sem autorização e de forma irregular, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb). O órgão esclareceu que o “objeto não se encontra mais no local”.
Marcelo Amil, do PSOL, afirmou que seu partido planeja ajuizar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela mesma acusação. Segundo o pré-candidato, a presença do banner na Ponte Jornalista Phelippe Daou, com a imagem de Capitão Alberto Neto ao lado de Jair Bolsonaro, caracteriza uma possível violação da legislação eleitoral.
“Na verdade, o evento todo em si já é um abuso de poder econômico”, comentou Amil ao site Diário da Capital. “Aquele banner lá [estendido na Ponte Rio Negro] não custou menos de R$ 15 mil.” Além do valor considerável, o pré-candidato destaca a possível conotação de propaganda eleitoral antecipada, o que não é permitido pela legislação.
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Marcelo Ramos (PT) também manifestou preocupação com a situação, considerando-a um ato descarado de propaganda antecipada. “O que está acontecendo em relação a essa vinda do ex-presidente inelegível é um descarado abuso de poder econômico e uma descarada propaganda eleitoral antecipada. Eu não tenho dúvida de que o Tribunal Regional Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral devem tomar providências e providências enérgicas sob o risco de nós avacalharmos o processo pré-eleitoral”, afirmou Ramos.
Por outro lado, Capitão Alberto Neto (PL) defendeu-se das acusações, argumentando que o banner foi colocado pelo Movimento Direita Amazonas e que ele, bem como o PL, não têm controle sobre o movimento. Segundo Neto, a organização é de cunho popular e independente de sua gestão.
*Com informações do Diário da Capital
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