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Eleições 2026

Apadrinhado por Salazar, Kidson Maia tem pré-candidatura marcada por suspeitas sobre aposentadoria por invalidez

A pré-candidatura do policial militar tem gerado questionamentos sobre a legalidade e a coerência de sua aposentadoria por invalidez.

Por Natan AMPOST

01/04/2026 às 14:21 - Atualizado em 02/04/2026 às 09:33

Resumo 


A pré-candidatura de Kidson Maia (PL) a deputado estadual reacendeu questionamentos sobre sua aposentadoria por invalidez por esquizofrenia, após surgirem indícios de atuação empresarial e uso de armas. O caso está sob investigação da Polícia Militar e da Polícia Federal.

 

Notícias das eleições 2026 – A pré-candidatura do policial militar reformado Kidson Maia (PL) a deputado estadual no Amazonas, apadrinhado pelo vereador Sargento Salazar (PL),  abriu uma nova frente de debate sobre a legalidade de sua aposentadoria por invalidez e a coerência entre sua condição médica e suas atividades recentes.

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A denúncia foi levada em dezembro do ano passado à tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) pelo deputado estadual Daniel Almeida (Avante), que apontou possíveis inconsistências nos laudos médicos que fundamentaram a reforma do militar.


Contradição entre laudos e atividades

Segundo o parlamentar, Kidson Maia foi aposentado por invalidez com base em diagnóstico de esquizofrenia — uma condição considerada grave e, em muitos casos, permanente. No entanto, posteriormente, ele teria passado a atuar como empresário e prestador de serviços de segurança privada.

Além disso, há registros de que o militar reformado obteve certificado de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) junto à Polícia Federal, o que levanta dúvidas adicionais. Esse tipo de autorização exige, entre outros critérios, aptidão psicológica e capacidade técnica para o manuseio de armas de fogo.

Para Daniel Almeida, a situação evidencia uma possível incompatibilidade. Ou há erro no laudo que aposentou ou no que autorizou o porte e a atividade armada.

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  1. daniel-almeida



Investigações em andamento

Deputado afirmou que as denúncias foram formalmente encaminhadas à Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas e à Superintendência da Polícia Federal, que já iniciaram procedimentos para apurar os fatos.

O foco das investigações é verificar se houve inconsistência ou eventual fraude nos documentos médicos apresentados em momentos distintos: um para justificar a aposentadoria por invalidez e outro para obtenção de registro de CAC.

Leia mais: Deputado Daniel Almeida diz que vereador Salazar é criminoso e precisa ser preso: “Traidor do povo do Amazonas”

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Até o momento, não há conclusão oficial sobre o caso, e os órgãos responsáveis seguem analisando os documentos e circunstâncias.


Debate jurídico e eleitoral

A movimentação política de Kidson Maia intensificou o debate público sobre os limites legais para candidaturas de pessoas aposentadas por invalidez.

A legislação eleitoral brasileira não impede automaticamente que beneficiários desse tipo de aposentadoria disputem cargos públicos. No entanto, especialistas apontam que a situação pode gerar questionamentos administrativos e judiciais, principalmente se houver indícios de recuperação da capacidade laboral não comunicada.

Isso porque a aposentadoria por invalidez pressupõe incapacidade permanente para o trabalho. Caso seja comprovado que o beneficiário retomou atividades profissionais sem passar por reavaliação oficial, o benefício pode ser revisado ou até cancelado.

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Possíveis implicações legais

Juristas ouvidos sobre casos semelhantes afirmam que, se confirmada a recuperação da capacidade laboral sem comunicação aos órgãos competentes, o beneficiário pode responder administrativamente.

Entre as possíveis consequências estão a revisão da aposentadoria, a devolução de valores recebidos indevidamente e até sanções disciplinares, dependendo do vínculo e das circunstâncias.

Além disso, a eventual divergência entre laudos médicos pode levantar suspeitas sobre a veracidade das informações apresentadas às instituições envolvidas, o que ampliaria o alcance das investigações.

A reportagem entrou em contato com Kidson Maia, por meio de sua assessoria, para esclarecimentos do caso mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. Fica aberto espaço para manifestação.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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