Cidade Universitária: Omar Aziz promete retomar projeto que consumiu milhões, nunca foi concluído e virou ruína no Amazonas
Projeto lançado na gestão de Omar Aziz em 2012 recebeu milhões, não foi concluído e virou ruína no Amazonas.
- Omar Aziz defende retomar a Cidade Universitária de Iranduba para criar um polo de inteligência artificial e tecnologia, atraindo empresas de informática ao Amazonas.
- O projeto foi anunciado em 2012 com orçamento inicial de cerca de R$ 300 milhões, já consumiu quase R$ 100 milhões e continua inacabado, com estimativa de até R$ 700 milhões para concluir e questões ambientais que atrapalharam o avanço.
- A retomada reacende o debate sobre investir dinheiro público em uma obra sem funcionamento, com audiência da UEA em 2025 e necessidade de nova avaliação técnica e financeira do custo atual.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Notícias das eleições 2026 – O candidato ao Governo do Amazonas, senador Omar Aziz (PSD), voltou a defender a retomada da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Iranduba, durante entrevista à TV Norte nesta terça-feira (11).
A proposta, porém, recoloca no centro do debate eleitoral um projeto lançado pelo próprio Omar quando era governador do Amazonas e que, mais de uma década depois, permanece inacabado e sem cumprir a finalidade para a qual foi planejado.
O empreendimento recebeu cerca de R$ 100 milhões em investimentos públicos e, em 2018, a estimativa para concluir o complexo já havia subido para aproximadamente R$ 700 milhões, mais que o dobro do orçamento inicial de R$ 300 milhões.
Omar promete transformar ruínas em polo de inteligência artificial
Ao anunciar a retomada do projeto, Omar afirmou que pretende transformar a estrutura em um grande centro de formação tecnológica.
A ideia apresentada pelo candidato é fazer da Cidade Universitária um polo voltado à inteligência artificial e às novas tecnologias, com a atração de empresas da área de informática para o Amazonas.
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“Vamos tornar a Cidade Universitária a maior universidade do Norte em inteligência artificial”, afirmou Omar.
Segundo ele, o projeto poderia aproveitar a localização estratégica da Amazônia para estimular investimentos em tecnologia e desenvolvimento sustentável.
A proposta, contudo, significa também voltar a investir em uma estrutura que já consumiu recursos públicos e permanece sem funcionar como universidade.
Cidade Universitária começou com orçamento de R$ 300 milhões
O projeto foi apresentado por Omar Aziz em julho de 2012, quando ele ocupava o cargo de governador.
A previsão inicial era de aproximadamente R$ 300 milhões, com recursos destinados à infraestrutura e à construção dos espaços acadêmicos. O complexo seria instalado em uma área de cerca de 13 milhões de metros quadrados em Iranduba.
O plano era ambicioso: além das estruturas da UEA, o projeto previa áreas residenciais, comércio, serviços públicos, vias de acesso, lazer e turismo.
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A primeira etapa deveria ser entregue em 2014. Omar deixou o governo naquele ano para disputar uma vaga no Senado, mas a obra não foi concluída.
Quase R$ 100 milhões foram gastos sem conclusão
Com o avanço das obras, o projeto começou a enfrentar problemas e acabou paralisado.
Dados divulgados em 2018 apontavam que R$ 92,1 milhões já haviam sido gastos pelo Estado. Outro levantamento daquele período apontava aproximadamente R$ 100 milhões aplicados no empreendimento.
Apesar do dinheiro investido, a Cidade Universitária não entrou em funcionamento.
Em 2018, o valor necessário para concluir o complexo foi estimado em R$ 700 milhões — mais que o dobro do orçamento inicialmente anunciado em 2012.
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A situação fez da obra um dos exemplos mais emblemáticos de empreendimento público inacabado no Amazonas.
Obra também enfrentou questionamentos ambientais
A paralisação não ocorreu apenas por questões financeiras.
Em 2017, uma decisão judicial suspendeu intervenções no local após questionamentos relacionados ao licenciamento ambiental do empreendimento. Reportagens da época registraram que o Ministério Público Federal apontava problemas no processo de licenciamento e possíveis danos ambientais.
Em 2018, o Ministério Público de Contas também vistoriou a estrutura e apontou o abandono da construção, que tinha pouco mais de 20% da execução registrada naquele momento.
Com o passar dos anos, a estrutura permaneceu exposta à deterioração.
Retomada reacende debate sobre dinheiro público
A nova promessa de Omar Aziz reacende uma discussão que acompanha o projeto desde sua paralisação: vale a pena voltar a colocar dinheiro público na Cidade Universitária ou buscar uma nova destinação para a área?
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A própria UEA realizou, em 2025, uma audiência pública para discutir o futuro do imóvel localizado em Iranduba. A iniciativa estava relacionada ao cumprimento de determinação do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
O debate ganha peso porque a retomada não significaria simplesmente concluir o projeto original.
A estimativa de R$ 700 milhões já registrada em 2018 está defasada, o que significa que uma eventual reconstrução ou conclusão atualmente exigiria uma nova avaliação técnica e financeira.
Omar já havia prometido retomar a obra
A proposta apresentada nesta terça-feira não é inédita. Em abril de 2025, Omar já havia afirmado que pretendia retomar a Cidade Universitária caso voltasse ao Governo do Amazonas. Na ocasião, ele também defendeu que havia recursos disponíveis quando deixou o Executivo estadual.
Agora, durante a campanha, o candidato apresenta uma nova versão para o projeto, com foco em inteligência artificial e tecnologia.
O desafio político será explicar quanto custaria transformar a estrutura abandonada em um polo tecnológico, de onde sairão os recursos e como evitar que o projeto volte a consumir dinheiro público sem chegar à população.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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