Impasse entre Marcelo Ramos e Braga resgata episódio do “ajoelhar no milho”
Disputa pela chapa de Lula no Amazonas faz ressurgir um antigo episódio envolvendo Marcelo Ramos e Eduardo Braga.
- Arte: AM POST
Resumo
- Impasse: Eduardo Braga busca ser o único candidato ao Senado na chapa de apoio a Lula.
- PT resiste: O partido mantém a defesa da candidatura de Marcelo Ramos ao Senado.
- Histórico: Atual negociação relembra a aliança firmada entre os dois em 2017.
- Definição: A decisão será tomada pelas direções nacionais de PT, MDB e partidos aliados.
Notícias das eleições 2026 – A expressão “ajoelhar no milho“, que ficou marcada na política do Amazonas após a aliança entre Marcelo Ramos (PT) e o senador Eduardo Braga (MDB) em 2017, voltou aos bastidores das articulações para as eleições de 2026. Com Braga articulando para ser o único candidato ao Senado na chapa no estado de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-deputado volta a enfrentar um impasse político que poderá definir seu futuro na disputa eleitoral.
Enquanto Braga articula para ser o único candidato ao Senado pela aliança liderada pelo pré-candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), o PT estadual insiste em manter Marcelo Ramos como nome da legenda para disputar a mesma vaga.
As negociações foram levadas para Brasília e passaram a ser conduzidas pelas direções nacionais dos partidos.
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O que aconteceu entre Marcelo Ramos e Eduardo Braga no passado?
O atual impasse lembra um episódio ocorrido durante as eleições de 2014.
Naquele ano, durante um debate na campanha para o Governo do Amazonas, Marcelo Ramos, então adversário de Eduardo Braga, fez duras críticas ao senador e afirmou que ele deveria “ajoelhar no milho” para pedir perdão pelos erros de suas gestões.
A declaração ganhou grande repercussão e passou a simbolizar o forte antagonismo político existente entre os dois naquele período.
Como surgiu a expressão “ajoelhar no milho”?
A expressão voltou ao centro do debate político após a eleição suplementar de 2017.
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Na ocasião, Marcelo Ramos aceitou integrar a chapa de Eduardo Braga como candidato a vice-governador, em uma aliança que surpreendeu parte do meio político e do eleitorado amazonense.
A mudança de posição foi explorada por adversários e analistas políticos, que passaram a utilizar a expressão “ajoelhar no milho” como metáfora para a reaproximação entre os antigos adversários.
Anos depois, o próprio Marcelo Ramos reconheceu publicamente que a aliança estratégica com Eduardo Braga acabou prejudicando sua trajetória política naquele momento.
O que está em jogo nas negociações de 2026?
Agora, o cenário político volta a colocar os dois personagens no centro das articulações.
Segundo interlocutores das negociações, Eduardo Braga defende que seja o único candidato ao Senado na chapa apoiada por Lula no Amazonas.
Já o diretório estadual do PT mantém a indicação de Marcelo Ramos para disputar o cargo, enquanto as direções nacionais tentam construir um consenso.
Quais são as alternativas para Marcelo Ramos?
Caso não consiga viabilizar sua candidatura ao Senado, Marcelo Ramos poderá assumir outra função na campanha da base governista.
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Entre as possibilidades ventiladas estão:
- coordenação da campanha de Lula no Amazonas;
- candidatura a vice-governador na chapa de Omar Aziz.
Entretanto, Marcelo Ramos já declarou em entrevistas que pretende disputar apenas uma vaga ao Senado, o que dificulta outras composições. Será que ele vai ajoelhar no milho novamente ceder a Braga?
Quando a decisão será tomada?
O calendário eleitoral pressiona os partidos para um desfecho rápido.
As principais datas são:
- 25 de julho: convenção do PSD, que deve oficializar Omar Aziz como candidato ao Governo;
- 1º de agosto: convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB);
- 4 de agosto: prazo final para realização das convenções partidárias.
A expectativa é que as direções nacionais definam a composição da chapa antes dessas datas.
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