Jornalista ligado a Omar Aziz cobra prefeito de Manaus por apoio explícito a pré-candidatura do senador nas eleições 2026
A atitude do comunicador, que já foi assessor direto do senador, levanta questionamentos.
- Foto: Reprodução
Notícias do Amazonas – O jornalista Jefferson Coronel, conhecido por sua proximidade com o senador Omar Aziz (PSD/AM), protagonizou uma cena constrangedora nas redes sociais ao cobrar publicamente o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), por não ter feito uma declaração explícita de apoio à pré-candidatura de Aziz ao Governo do Amazonas para 2026. A atitude do comunicador, que já foi assessor direto do senador e hoje atua na Rede Onda Digital, levanta questionamentos sobre a ética jornalística e o uso da imprensa como instrumento de pressão política.
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Durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Omar, realizado na última sexta-feira (25), David Almeida não se furtou de participar nem de discursar, demonstrando sua aliança política com Aziz de forma clara e respeitosa. Em seu discurso, o prefeito destacou a importância da união política para o bem da população do Amazonas. “Estamos aqui unidos e imbuídos de trabalhar para melhorar a vida das pessoas que moram no Amazonas. No ano que vem vamos mostrar ao povo que o caminho a seguir é o caminho da união. Quando os políticos brigam, quem sofre é o povo. Em 2026 estaremos juntos pelo bem do Amazonas”, afirmou.
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Posted by AM POST on Friday, April 25, 2025
No entanto, para Jefferson Coronel, essas palavras não foram suficientes. Em vídeo publicado nas redes sociais, o jornalista reclamou que David Almeida não disse de maneira direta que votará em Omar Aziz. Segundo Coronel, o esperado seria ouvir frases como “eu vou apoiar a candidatura do senador Omar Aziz ao governo do Amazonas em 2026” ou “o Omar é o meu candidato ao governo para eleição aqui no Amazonas em 2026”.
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A cobrança agressiva e desproporcional de Coronel não apenas revela um comportamento parcial, mas também ultrapassa o papel que se espera de um jornalista. Em vez de informar, Coronel atuou como cabo eleitoral informal, exigindo demonstrações públicas de fidelidade política e ignorando a autonomia e a estratégia que cabem a um chefe do Executivo como David Almeida.
O prefeito, ao adotar um tom de união sem entrar em campanhas antecipadas — o que a legislação eleitoral, inclusive, recomenda evitar —, mostrou maturidade política. Sua presença no evento já foi, por si só, um gesto de apoio. Exigir mais do que isso soa como um capricho de bastidores que expõe o desespero de setores ligados a Omar Aziz em consolidar apoios antes da hora.
A atitude de Jefferson Coronel revela, ainda, um problema recorrente no jornalismo político local: o uso da comunicação não para informar com independência, mas para pressionar e intimidar. Ao agir dessa forma, Coronel diminui a credibilidade da imprensa e contribui para a desinformação e o clima de radicalização no cenário eleitoral.
É preocupante que um profissional de comunicação, com histórico de ligação direta ao político em questão, utilize seu espaço de fala para tentar constranger publicamente um gestor que tem demonstrado responsabilidade ao se posicionar com equilíbrio. O episódio serve de alerta para a necessidade de reforçar o debate sobre o papel ético do jornalista, especialmente em tempos de pré-campanha, quando o ambiente político tende a se acirrar.
No fundo, a fala de Coronel parece mais voltada para atender aos interesses de seu ex-chefe do que para defender a boa prática política ou o direito do eleitor à informação clara e transparente. Em uma democracia saudável, alianças políticas são importantes, mas devem ser construídas com base no respeito, na estratégia e na vontade própria — e não sob chantagens públicas disfarçadas de análise jornalística.
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