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TRE-AM barra recurso e mantém condenação em ação do Avante contra empresa por irregularidade em pesquisa eleitoral no Amazonas

Decisão impede que recurso da OPP O Primeiro Portal Pesquisa de Mercado Ltda. avance no TRE-AM e mantém condenação.

Por Jonas Souza

07/07/2026 às 16:41 - Atualizado em 07/07/2026 às 16:47

Resumo

  • Decisão: TRE-AM inadmitiu recurso da OPP e manteve multa de R$ 50 mil.
  • Pesquisa irregular: levantamento AM-03018/2026 tratou das disputas ao Governo e ao Senado no Amazonas.
  • Ligação política: um sócio da empresa atua no gabinete do vereador Coronel Rosses, do PL.
  • Recursos públicos: empresa recebeu R$ 40 mil da cota parlamentar do deputado Delegado Péricles entre janeiro e abril de 2026.

Notícias de Política – O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) inadmitiu o Recurso Especial Eleitoral apresentado pela empresa OPP O Primeiro Portal Pesquisa de Mercado Ltda. Com a decisão, permanece válida a condenação que declarou irregular a pesquisa registrada sob o número AM-03018/2026 e aplicou multa de R$ 50 mil à empresa.

O recurso foi barrado pela Presidência do TRE-AM, sob o entendimento de que a análise pretendida pela empresa exigiria reexame de provas já avaliadas pelo plenário da Corte.

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Por que a pesquisa eleitoral foi considerada irregular

A pesquisa foi questionada pelo diretório estadual do Partido Avante no Amazonas. O TRE-AM apontou falhas no registro do levantamento no sistema PesqEle, plataforma oficial da Justiça Eleitoral para cadastro e fiscalização de pesquisas.

Entre as irregularidades reconhecidas estão:

  • Ausência do relatório completo com os resultados da pesquisa;
  • Falta de detalhamento territorial, incluindo municípios, bairros e setores censitários;
  • Divergência entre as faixas de renda do plano amostral e do questionário aplicado;
  • Falta de complementação de dados obrigatórios dentro do prazo legal.

A Justiça Eleitoral considerou que as falhas impediam a conferência adequada da metodologia usada no levantamento.

Confira TRE-AM OPP

Qual pesquisa foi alvo da decisão eleitoral

O levantamento AM-03018/2026 foi divulgado em abril e avaliou intenções de voto para os cargos de governador e senador do Amazonas. Na disputa pelo Governo do Estado, a pesquisa apontou a pré-candidata Maria do Carmo, do PL, na segunda colocação.

O levantamento também indicou o deputado federal Capitão Alberto Neto, também do PL, na liderança da corrida pelo Senado, com 36,15% das intenções de voto. A pesquisa ainda apontou o prefeito David Almeida, do Avante, como o nome com maior índice de rejeição, com 40,02%.

Qual é a relação entre a OPP e o gabinete do vereador Coronel Rosses

Francisco José da Costa Aires Filho, sócio da OPP O Primeiro Portal Pesquisa de Mercado Ltda., ocupa cargo de Assistente Parlamentar Comissionado (APC-1) no gabinete do vereador Coronel Rosses, do PL, na Câmara Municipal de Manaus.

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Segundo registros do Portal da Transparência da CMM, ele está lotado no gabinete desde maio de 2025. Os dados citados na apuração apontam remuneração mensal aproximada de R$ 3.238,70 até maio deste ano. Em dezembro de 2025, o valor registrado chegou a R$ 4.586,91. A OPP é conhecida comercialmente como Iveritas IP e atua como portal de notícias e instituto de pesquisas de opinião pública e eleitoral.

Leia mais: Coronel Rosses mantém em gabinete sócio de instituto que divulgou pesquisa com Alberto Neto na liderança para o Senado

A empresa recebeu dinheiro público da cota parlamentar

Registros oficiais apontam que a OPP recebeu R$ 40 mil da cota parlamentar do deputado estadual Delegado Péricles entre janeiro e abril de 2026. Os pagamentos foram classificados como serviços de consultoria e assessoria de comunicação, em quatro parcelas mensais de R$ 10 mil.

Delegado Péricles é irmão do vereador Coronel Rosses. A relação ganhou repercussão porque um dos sócios da empresa contratada ocupa cargo comissionado no gabinete do parlamentar.

A Justiça Eleitoral já havia autorizado auditoria da pesquisa

Antes da condenação, o TRE-AM autorizou auditoria técnica sobre a pesquisa AM-03018/2026, após pedido apresentado pelo Partido Avante. A medida determinou o acesso a documentos técnicos do levantamento, como planilhas de coleta, identificação de entrevistadores, questionários aplicados e outras informações metodológicas. O Ministério Público Eleitoral se manifestou favoravelmente à fiscalização dos dados.

A decisão que inadmitiu o recurso mantém a pesquisa considerada irregular e preserva a multa de R$ 50 mil aplicada à OPP. A empresa ainda pode buscar nova medida dentro do prazo legal. Caso não haja novo recurso, o processo terá trânsito em julgado e seguirá para os procedimentos finais na Justiça Eleitoral.

Por que esse caso importa para o eleitor do Amazonas

Pesquisas eleitorais têm influência direta no debate político, nas estratégias de campanha e na percepção do eleitor sobre a disputa. Por isso, dados como plano amostral, locais de coleta, perfil dos entrevistados e resultados precisam estar disponíveis no sistema da Justiça Eleitoral dentro dos prazos previstos.

No Amazonas, onde levantamentos eleitorais circulam com rapidez em portais, programas de rádio e redes sociais, a transparência metodológica é fundamental para que o eleitor avalie a confiabilidade dos números divulgados.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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