David mente para telespectadores da TV A Crítica

Em debate, tentou explicar, sem sucesso, que não superfaturou o custo de cirurgias ginecológicas no hospital Delphina Aziz quando foi governador interino.

Redação AM POST

Em um debate que se transformou em entrevista e mais pareceu horário eleitoral gratuito, o candidato David Almeida, na TV A Crítica, negou os fatos: tentou explicar, sem sucesso, que não superfaturou o custo de cirurgias ginecológicas no hospital Delphina Aziz durante o pouco tempo que passou como governador interino, em 2017.

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Ignorou, assim, estar sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE e pelo Ministério Público de Contas, por irregularidades na área da saúde, em que desembolsou mais de R$ 10 mil por cada cirurgia realizada, causando sérios danos ao erário público.

Isso foi o que ficou marcado de seu mandato tampão em 2017, que só assumiu porque era o presidente da Assembleia Legislativa do Estado.

Nesta quinta-feira, inclusive, ele fugiu da Assembleia Legislativa ao ser chamado para se explicar sobre o rombo que o superfaturamento provocado na sua gestão deixou ao Estado.

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Na TV A Crítica, David Almeida mentiu aos telespectadores ao dizer que Amazonino fechou UTIS e leitos na gestão que o sucedeu no governo do Estado, em 2018. Dados do Ministério da Saúde mostram, ao contrário, que o governo Amazonino Mendes aumentou de 5.753 para 5.820 o número de leitos, sendo 49 de UTI. E fez crescer também a curva das cirurgias realizadas, de 63.766 em 2017 para 66.285 em 2018, um total de 2.519 procedimentos a mais.

Amazonino recebeu a saúde com um déficit de R$ 1,2 bilhão de dívidas que vinham de outras administrações e que não foram quitadas por seu antecessor, David Almeida. Amazonino honrou os compromissos com as cooperativas médicas, negociando e pagando as dívidas acumuladas nas gestões anteriores.

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Recurso federal

Os projetos anunciados por David Almeida na entrevista, boa parte depende de recurso federal. Um exemplo são as ruas de lazer que ele deixou escapar que serão feitas, caso seja eleito, com verbas do governo federal. Foi assim que fez com as verbas do Fundeb, que distribuiu aos professores como se fosse dele.

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David também disse que sua campanha é para lutar conta a hegemonia de quem chama de “caciques”, mas nega ser ele o candidato que tem o apoio do governador Wilson Lima.

* Com informações da assessoria de imprensa