• Caso Miguel: primeira-dama presta depoimento sobre a morte do menino

    Segundo a perícia, Miguel caiu de uma altura de 35 metros, in day 2 of June.
    29/06/2020 08h57 - Updated 29/06/2020 08h57

    Photo: reproduction


    A primeira-dama de Tamandaré, Sari Corte Real, compareceu à delegacia de Santo Amaro, no Centro do Recife, para prestar depoimento, in this Monday (29). A esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB), estava responsável por Miguel Otávio, of 5 years, quando o menino, filho de sua ex-empregada doméstica, caiu do 9º andar do prédio de luxo em que ela mora, no Centro do Recife.

    Como foi a morte do menino que caiu de prédio no Recife

    Normalmente, a Delegacia de Santo Amaro abre apenas às 8h, mas abriu mais cedo nesta segunda. Sari chegou ao local por volta das 5h50 e estava acompanhada pelo marido, pelo motorista e um advogado. Pouco depois, mais dois advogados chegaram ao local. Nenhum deles falou com a imprensa. O depoimento começou às 6h.

    Por volta das 8h20, a mãe de Miguel chegou ao local e declarou que esperaria até a ex-patroa sair da delegacia paradizer uma verdade na cara dela”.

    No dia em que o menino caiu, a primeira-dama de Tamandaré foi autuada em flagrante por homicídio culposo, pagou fiança e responde em liberdade.

    Imagens do circuito interno do prédio mostraram que a ex-patroa parece enviar o garoto, no elevador, para andares superiores, enquanto ele perguntava pela mãe, que tinha descido para passear com os cachorros de Sari.

    Segundo a perícia, Miguel caiu de uma altura de 35 metros, in day 2 of June. Mirtes estava passeando com a cadela da família dos ex-patrões quando tudo aconteceu.

    Outros depoimentos

    Na quinta-feira (25), Mirtes Renata Santana de Souza, mãe do menino, prestou depoimento na mesma delegacia e saiu sem conceder entrevista. A avó materna da criança, Martha, também esteve na delegacia. Além da doméstica, mais sete pessoas foram ouvidas sobre o caso.

    Na sexta (12), a Polícia Civil ouviu depoimentos de Tomaz Silva, gerente de operações do Pier Maurício de Nassau, edifício onde ocorreu o acidente; e de Eliane Lopes, manicure que estava no apartamento de Sari no momento em que Miguel caiu.

    O ex-síndico do prédio e o porteiro foram ouvidos na quarta-feira (10). In this ocasion, o ex-síndico Carlos Lopes relatou que o prédio seguia todas as normas de segurança necessárias.

    A Polícia Civil informou que deve se pronunciar sobre o caso ao final das investigações. O inquérito tem duração de 30 days, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.

    Caso Miguel

    Na tarde do dia 2 of June, a mãe de Miguel, Mirtes Renata Santana de Souza, havia descido do apartamento de Sari para passear com a cadela da família e deixou o filho aos cuidados de Sari. O menino entrou no elevador de serviço, e a patroa da mãe aperta o botão que leva à cobertura.

    Sozinho, ele apertou vários botões. Parou primeiro no sétimo andar, mas não desceu. Subiu mais dois andares, saiu e abriu uma porta. Apenas um minuto depois, ele caiu no térreo. De acordo com a perícia, a queda foi de uma altura de 35 metros.

    As câmeras de segurança registraram que, antes de subir sozinho, Miguel entrou outras quatro vezes nos elevadores e foi convencido por Sari a sair. Na segunda-feira (8), os peritos voltaram ao prédio e foram categóricos: “Foi acidental”, disse o perito criminal André Amaral, do Instituto de Criminalística de Pernambuco.

    Sari foi autuada em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e pagou fiança de R$ 20 mil para responder ao processo em liberdade. Notice me, o advogado afirmou que a ex-patroa de Mirtes aguarda a intimação para depor e que ela está profundamente abalada e que é solidária ao sentimento da família.

    Protestos e homenagens

    O caso ganhou repercussão nacional, com manifestações de políticos e artistas na internet e criação de um abaixo-assinado virtual com mais de 2,5 milhões de assinaturas pedindo justiça.

    On Friday (12), durante um ato em frente ao prédio de onde Miguel caiu, manifestantes levaram cartazes com pedido de justiça e caminharam até a delegacia onde o caso é investigado. , exigiram que a ex-patroa da mãe do menino seja punida por homicídio doloso, quando há intenção de matar, e não culposo, como entendeu a polícia.

    Na terça-feira (9), artistas pediram justiça em um protesto em barcos no Rio Capibaribe, no Recife. No dia anterior, a segunda-feira (8), uma missa de sétimo dia foi celebrada virtualmente devido à pandemia da Covid-19.

    In day 7 of June, outra homenagem a Miguel foi feita, mas em Tamandaré. In 6 of June, uma pintura com o rosto do menino foi feita na frente do prédio onde ocorreu o acidente. In 5 of June, um protesto reuniu centenas de pessoas em frente ao prédio onde vive a família dos ex-patrões de Mirtes, com forte participação do movimento negro.

    Auxílio emergencial

    O nome de Sari Gaspar Corte Real, primeira-dama de Tamandaré, aparece no portal Dataprev após um pedido de auxílio emergencial, benefício concedido durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

    Segundo o Dataprev, o auxílio emergencial foi solicitado no dia 14 of May. O portal recebeu o pedido no dia seguinte e, até a manhã da terça (9), o requerimento está “em processamento”. Os dois filhos de Sari, of 6 e 3 years old, estão cadastrados como parte do grupo familiar.

    Procurado pelo G1, o advogado de Sari Gaspar Corte Real, Pedro Avelino, informou por telefone que a solicitação de auxílio emergencial feita em nome dela é uma fraude.

    Funcionárias-fantasma

    O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) confirmou que a mãe e a avó de Miguel eram contratadas da Prefeitura de Tamandaré. Durante a apuração do caso, foi descoberta outra funcionária-fantasma que prestava serviços particulares à família do prefeito.

    Os técnicos do TCE-PE fizeram uma visita à prefeitura de Tamandaré e constataram a contratação de Mirtes e Maria, além de Luciene Neves, que trabalha na casa de praia do prefeito. Segundo o o conselheiro do TCE, Carlos Porto, isso implica em improbidade administrativa por estar sendo usado servidores com recursos públicos em trabalhos particulares.

    O prefeito Sérgio Hacker afirmou, em nota, que forneceu documentos ao TCE e ao Ministério Público de Pernambuco que demonstram que não houve prejuízo aos cofres públicos. Disse, still, que continuará contribuindo com as investigações.

    Source: G1


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