Morte de Walewska, campeã olímpica de vôlei, é investigada como suspeita pela Polícia
A jogadora caiu do 17º andar do condomínio Ciragan Home, no bairro Bela Vista, em São Paulo.

Foto: Reprodução/Instagram
A morte de Walewska Moreira de Oliveira, jogadora de vôlei e campeã olímpica com a seleção brasileira nos Jogos de Pequim-2008, é investigada como suspeita pela Polícia Civil do Estado de São Paulo. Boletim de ocorrência obtido pela reportagem do Estadão indica que ela caiu do 17º andar do condomínio Ciragan Home, no bairro Bela Vista, em São Paulo. Seu corpo será levado para Belo Horizonte, onde mora sua família.
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O registro do incidente foi feito por Ricardo Alexandre Mendes, marido de Waleska, e por duas testemunhas na delegacia 78º Distrito Policial, localizada nos Jardins, zona oeste de São Paulo. De acordo com o relatório, o ocorrido aconteceu às 18h09 da quinta-feira e foi comunicado às 20h19.
Conforme informações do boletim, Walewska caiu do 17º andar e colidiu com a varanda de um apartamento no primeiro andar. Uma equipe de resgate tentou reanimar a atleta, mas a morte foi confirmada no local. A área de lazer, exclusiva para os moradores do condomínio, está localizada no 17º andar e o acesso é controlado por meio de biometria facial. As câmeras de segurança registraram Walewska entrando sozinha no condomínio às 16h50.
Ainda de acordo com o boletim, o marido da jogadora não estava no local no momento do incidente e foi informado do fato por mensagens instantâneas no grupo do próprio condomínio. A gestora do prédio informou Mendes sobre a morte. Ele teria ficado muito chocado e permanecido “imóvel para não ter de ver sua mulher naquela situação”.
A carreira de Walewska
Natural de Belo Horizonte, Walewska começou sua carreira profissional no vôlei em 1995, atuando pelo Minas Tênis Clube, equipe na qual ficou até 1998, quando foi convocada pelo técnico Bernardinho pela primeira vez para a seleção brasileira. Ela tinha apenas 19 anos.
A jogadora conquistou medalha de ouro com a seleção brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, em 1999. No ano seguinte, a central ajudou o Brasil a ficar com o bronze na Olimpíada de Sydney-2000.
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Depois de um período longe da seleção, ela voltou a ser convocada pelo técnico José Roberto Guimarães e fez parte do time que ficou com o quarto lugar nos Jogos de Atenas, em 2004. Ela trabalhou com os dois grandes treinadores do vôlei brasileiro: Zé Roberto e Bernardinho. Ambos lamentaram a morte da atleta nesta sexta-feira.
Wal, como era chamada, tinha 61 mil seguidores no Instagram, onde se descrevia da seguinte maneira: atleta, campeã olímpica de vôlei, especialista em liderança e alta performance, dona da biografia “Outras Redes”, do documentário “O Último Ato e?” do podcast OlympicMind. Tinha uma vida ativa. Dias antes de morrer, ela postou fotos com o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, quando o conheceu o clube e pôde trocar livros com o português.
Estadão Conteúdo

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