Ministério da Igualdade Racial já gastou R$ 6,1 milhões em passagens aéreas
Anielle Franco comanda a pasta, que até o fim do ano pretende gastar R$12,5 milhões com viagens.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O Ministério da Igualdade Racial, comandado pela ministra Anielle Franco, irmã da falecida vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, já gastou R$6,1 milhões com viagens de assessores e dirigentes. A pasta empenhou para 2023 uma reserva de R$ 12,5 milhões para ser destinada a pagar passagens aéreas e diárias dos servidores em 2023.
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A conta faz parte de verbas de uso livre e não inclui emendas parlamentares destinadas à pasta e nem gastos com salário de servidores. O Estadão revelou as informações por meio do programa Siga Brasil, do Senado Federal. Dos R$ 6,1 milhões destinados à Igualdade Racial para gastos com viagens, apenas R$ 1,78 milhão é direcionado a viagens internacionais. O restante é utilizado para viagens dentro do Brasil. Esses números levantam questionamentos sobre a distribuição dos recursos e se os gastos estão alinhados com as necessidades do ministério.
Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, causou polêmica ao utilizar um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) para assistir à final da Copa do Brasil em São Paulo. A ministra foi de Brasília para São Paulo, onde presenciou a derrota de seu time, o Flamengo, para o São Paulo. O uso do voo da FAB levantou questionamentos sobre o uso indevido de recursos públicos.
O episódio da viagem da ministra à final da Copa do Brasil resultou na demissão de uma das assessoras que estavam com Anielle Franco no Morumbi. Marcelle Decothé, chefe da Assessoria Especial da pasta, fez postagens ofensivas com teor racial em suas redes sociais. As postagens foram consideradas incompatíveis com o cargo e levaram à sua demissão.
Aproveitando o momento, Anielle também assinou um protocolo de intenções de combate ao racismo nos Esportes.
Gastos com viagens da Igualdade Racial
Desde que foi nomeada para o cargo, Marcelle Decothé fez 19 viagens a serviço, totalizando um deslocamento a cada 12 dias, em média. Três dessas viagens foram para o exterior, incluindo países como Colômbia, Estados Unidos, Portugal e Espanha. Durante seu período no cargo, Decothé gastou R$ 130,5 mil com diárias e passagens, levantando questionamentos sobre a justificativa dessas viagens e seus custos.
Estadão Conteúdo

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