Arthur mira em Marcelo, e Polícia Federal mira em Eduardo Braga
Estratégia de Arthur de tentar associar Omar Aziz e Marcelo Ramos à Lava Jato saiu pela culatra.
A onda de ataques políticos há tempos não agrada muito o eleitor, e os políticos mais experientes sabem disso. Mesmo assim o candidato a reeleição, prefeito Arthur Neto (PSDB) arriscou a estratégia e tentou associar o senador Omar Aziz (PSD) a Operação Maus Caminhos, da Polícia Federal, uma espécie de sub operação da Lava Jato. O plano era manchar o nome de Omar e da primeira dama Nejmi Aziz (PSD), aliados do seu principal adversário, Marcelo Ramos (PR).
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A primeira tentativa foi feita em uma entrevista a TV Amazonas. O candidato tentou também através de inserções da propaganda eleitoral na TV vincular o caso de corrupção nos contratos do setor da saúde a Omar, afirmando que ele apóia Marcelo. Arthur fez uma última tentativa durante o debate da TV A crítica no último domingo.
O prefeito Arthur, no entanto, não contava com a matéria desta terça-feira (27) no Jornal O Estado de S. Paulo que liga Eduardo Braga (PMDB) ao caso de corrupção num esquema de pagamento de propina no valor de R$ 30 milhões envolvendo senadores do PMDB. O tiro saiu pela culatra.
Eduardo Braga já havia sido citado também no caso de propina na construção da Arena da Amazônia e em outras obras realizadas pela Empresa Andrade Gutierrez no Amazonas. Nessa nova delação o lobista Milton de Oliveira Lyra Filho, alvo da 35º fase da Operação Lava Jato (Omertá) foi detido por ser um dos suspeitos de pagar propina a senadores do PMDB. Em outra matéria do Estado de S. Paulo publicada em junho, dá conta de que “Delator diz ter pago R$ 30 milhões a Jucá, Renan e Braga”.
Em nota enviada na tarde desta terça-feira à toda a imprensa amazonense, Braga negou qualquer envolvimento em casos de corrupção, e negou as acusações do jornal O Estado de São Paulo que o liga a caso de corrupção num esquema de pagamento de propina no valor de R$ 30 milhões envolvendo senadores do PMDB.
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Arthur na Lava Jato
Arthur também anda meio esquecido de que também já foi citado nas delações da Operação Lava Jato, em março deste ano, e teve o seu nome na lista da Odebrecht por ter recebido R$ 80 mil para sua campanha de 2010 quando era candidato a reeleição no cargo de Senador. O valor foi recebido da empresa Leyroz de Caxias Indústria, Comércio & Logística Ltda, empresa ligada ao Grupo Odebrecht.
Na época Arthur repudiou a associação de seu nome aos casos de corrupção, e emitiu nota de repúdio a lista divulgada pelo juiz Sergio Moro. Arthur classificou a lista de “esdrúxula” e afirmou que a citação de seu nome no documento foi um “imerecido constrangimento”.
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