Deputado do AM critica o fato de Omar Aziz ser indicado para presidir a CPI da Pandemia no Senado
Senador é investigado por desvio de recursos para Saúde no Amazonas.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) se pronunciou contrário aos senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), indicados para a presidência e para a relatoria da CPI da Covid no Senado, que vai investigar a conduta de autoridades e o uso de verbas federais no enfrentamento da pandemia. Ambos os senadores respondem na Justiça por suspeitas envolvendo desvio de recursos públicos.
Em um discurso duro no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (20), o deputado de oposição declarou que a presença de Omar Aziz, investigado pela Operação Maus Caminhos por desvio de R$ 104 milhões da Saúde do Amazonas, “é faltar com respeito ao povo brasileiro”.
“Como vai ser quando o presidente da CPI (Omar Aziz) perguntar para o depoente se ele desviou dinheiro da saúde? Quando chegar na hora do depoimento, o Renan (Calheiros) perguntar para o depoente se ele desviou dinheiro público? É faltar com respeito ao povo brasileiro”, discursou Wilker.
Investigado
Aziz foi alvo de uma operação do Ministério Público Federal chamada “Maus Caminhos”. Ela foi deflagrada em 2016 e houve uma série de desdobramentos. O objeto principal da investigação é o desvio de cerca de R$ 260 milhões de verbas públicas da saúde por meio de contratos milionários firmado com o governo do estado do Amazonas.
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Omar é investigado porque, quando ele era governador, parte desses contratos foi firmada e um relatório parcial da Polícia Federal, o da Operação Vertex, um desdobramento da Maus Caminhos, cita seu nome 256 vezes em 257 páginas.
Um dos trechos diz que “os indícios da atuação de OMAR AZIZ para a criação e manutenção da organização criminosa formada em torno do Instituto Novos Caminhos são robustos e permeiam toda a investigação”.
Em outro, destaca-se o trecho em que uma colaboradora dos investigadores aponta que o senador recebia propina: “XXXX diz que, após o início das atividades da OS, o valor que deveria ser entregue a OMAR AZIZ era de 500 mil reais. Esse valor era entregue toda vez que a OS ia recebendo do Estado do Amazonas e que os valores eram entregues de forma fracionada. XXXX já realizou entrega de parte do valor destinado a OMAR. AZIZ para funcionários do Senador.”
Os autos chegaram a ser encaminhados para o Supremo Tribunal Federal em razão do fato de Aziz ser senador, mas o novo entendimento da corte sobre foro privilegiado fez com que, em junho de 2018, retornassem ao Amazonas. A investigação contra o senador atualmente está na Justiça Federal do Amazonas.
Ainda não há decisão da Justiça no processo.
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