Deputados federais reprovam tentativa de Wilson Lima querer usar recurso do FTI na saúde
Segundo os parlamentares a tentativa do governador de tirar do interior para suprir a capital não se justifica.
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Os deputados federais, Marcelo Ramos (PR) e Sidney Leite (PSD) se manifestaram contra a medida do governador, Wilson Lima (PSC) de usar quase R$300 milhões do Fundo de Fomento ao Turismo,Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), para tentar amenizar o problema da saúde em Manaus.
O recurso é composto por verbas de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) para financiar prefeituras do interior do Amazonas.
De acordo com Marcelo Ramos o empréstimo que o governador pretende fazer é algo que não se justifica. “O FTI é recurso para ser gasto com investimento no interior do Estado e não se justifica querer pegar esse dinheiro do primeiro pobre, que é o interior, e usar para pagar um rombo criado pelo primo rico, que é o governo do Estado”, disse ele em visita ao município de Iranduba.
Marcelo também destacou que espera que a pretensão de Wilson Lima seja barrada pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) que é quem vai votar o Projeto de Lei nº31/2019, que garantirá ao governo o uso do recurso.
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Para Sidney Leite a decisão de Wilson não é o melhor caminho uma vez que o recurso do FTI já pouco para suprir as demandas dos municípios. Ele também afirmou que a saúde da capital é responsabilidade do Estado e o interior não tem nada a ver com isso.
“O FTI vai ter este ano em torno de R$ 800 milhões, mas é um recurso muito tímido frente às demandas do interior. A Saúde em Manaus quem cuida é o Governo do Estado. No interior, quem cuida é o prefeito, inclusive do que é de responsabilidade do Estado. Não tem médico no hospital, de responsabilidade do Estado, nos municípios, se o prefeito não contratar. Todo hospital tem gente das prefeituras, porque senão nem o hospital é limpo”, destacou ele em entrevista à Rádio Band News Difusora.
“O governo sinaliza pegar dinheiro do FTI, do interior, que já é pouco, para cobrir o rombo da saúde. Eu não entendo que esse é o melhor caminho”, completou.
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