Dudu Monteiro de Paula lamenta ruína da Rede Amazônica
O jornalista também afirmou que aprendeu muito com os criadores da Rede Amazônica e que é muito grato.
O jornalista Dudu Monteiro de Paula, demitido em 2017 da TV Amazonas após 43 anos de casa, divulgou nesta sexta-feira (18) texto comentando sobre a ruína da emissora que foi alvo de denúncias protocoladas pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas no Ministério Público do Trabalho (MPT) e Delegacia Regional do Trabalho (DRT).
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Com o título “Rede Amazônica: Uma história que se vai”, o jornalista começa o texto dizendo que ouvir as noticias do fracasso da emissora lhe dói profundamente pois foi para ele uma escola.
De acordo com Dudu Monteiro de Paula o fracasso veio após a morte dos fundadores da Rede Amazônica Phelippe Daou, Milton Cordeiro e Joaquim Margarido. “Com a viagem a vida eterna de seus criadores o que passou a contar foram os números financeiros que moviam as máquinas da empresa e não o amor e carinho pelo trabalho a ser executado”, disse.
Dudu encerra o texto falando de sua gratidão a emissora. “O fato de não estar mais na família TV amazonas, nunca diminuiu ou diminuirá o amor e gratidão a aqueles me transformaram no que conquistei”, destacou.
Leia o texto na íntegra:
Rede Amazônica: Uma história: Uma história que se vai
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Não escuto estas palavras sobre a TV amazonas com ouvido de mercador. O som que escuto me dói profundamente. Assim como tenho orgulho de dizer que estudei no colégio estadual Dom Pedro 2 e sou formado em jornalismo pela UFAM, também tenho orgulho de ter sido forjado profissionalmente na TV Amazonas, local que pude aplicar os meus aprendizados de casa e da escola e aprendi e aprendi muito com três cidadãos: Phelippe Daou, Milton Cordeiro e Joaquim Margarido.
Ver este império econômico ruir não deixo de analisar os caminhos da vida que já senti na minha própria pele. Entretanto ver o destroçar todo uma história moral isto sim doí.
Ao longo de minha vida profissional que dediquei a TV Amazonas tive grandes lições de que o que mais importa são as pessoas, a dignidade, o respeito não importando o cargo ou função exercida. Com a viagem a vida eterna de seus criadores o que passou a contar foram os números financeiros que moviam as máquinas da empresa e não o amor e carinho pelo trabalho a ser executado.
Ficar cercado por pessoas que não conhecem a nossa história e tradição, TV amazonas sem nenhum comprometimento com o nosso povo e no afã de se agarrar a vultosos salários foram apagando os princípios determinados pelos realizadores desta verdade construída sobre os pilares da honestidade, respeito e coragem.
O que mais os criadores da TV Amazonas preservavam era a nossa identidade cabocla. Muitos de muitos Estados de nosso belo Brasil para aqui vieram e deram a sua contribuição para o nosso enriquecimento técnico e nunca ousaram mudar a ideias de sermos “A CARA E A VOZ DA AMAZÔNIA ” – slogan que vale para todos os veículos que compunham a rede amazônica.
O fato de não estar mais na família TV amazonas, nunca diminuiu ou diminuirá o amor e gratidão a aqueles me transformaram no que conquistei. “VÃO SE OS ANÉIS MAS OS DEDOS FICAM” – neste caso ainda existem alguns anéis, mas os dedos praticamente desapareceram.
A TV amazonas está partindo e está levando com ela toda uma história de luta e amor pelo amazônida e eu me incluo com muito orgulho nesta história.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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