Empresário que comprou sede do Rio Negro Clube rebate dossiê divulgado com supostas denúncias contra ele

Entre outras denúncias, o texto enviado à imprensa por uma pessoa anônima diz que o empresário transformou o hotel Tropical Business em uma espécie de “prostíbulo de luxo”.

Redação AM POST

Um dossiê, enviado para vários veículos de comunicação nesta sexta-feira (26), aponta supostas irregularidades nos negócios do empresário coreano Sung Un Song, que arrematou a sede do Atlético Rio Negro por R$ 3,6 milhões, em leilão promovido pela 8ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-11), na última segunda-feira (22).

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De acordo com o dossiê, Sung Un Song transformou em uma espécie de “prostíbulo de luxo” o Tropical Business, hotel que administra e que nasceu como um anexo do famoso Hotel Tropical, tornando parte dos apartamentos para serem ocupados por amantes de empresários e políticos, além de garotas e garotos de programa que utilizam o local como ponto de atendimento para as relações sexuais, a ponto do local receber a alcunha de “Tropical Motel”.

“As consequências são tão desastrosas que até um caso de esfaqueamento que ocorreu no estacionamento do prédio foi noticiado, mas logo abafado. Os moradores do prédio estão preocupados com a grande desvalorização dos seus imóveis. O consenso geral é de que o Tropical Business FLAT é hoje um prostíbulo de luxo travestido de hotel. Qualquer cidadão que for ao local nos finais de tarde, e ficarem nas proximidades, logo perceberão os movimentos suspeitos que confirmam estes relatos”, diz o texto.

O texto foi enviado por uma pessoa que se diz moradora do Tropical Business e pede anonimato por temer represálias. O denuncia também relata que Song estaria usando a verba que deveria ser destinada para pesquisa e desenvolvimento – fiscalizada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus – para outros fins, entre eles a aquisição de imóveis. Para isso, ele utilizaria a Fundação Mathias Machline, que passou a administrar há alguns anos. O trabalho do empresário nesta instituição é elogiado por especialistas em Educação, mas contestado por concorrentes, que o acusam de não usar todo o recurso separado para P&D pela Digitron, empresa de sua propriedade no Polo Industrial de Manaus.

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Resposta
Sung Un Song, divulgou nota dizendo que repudia “as denúncias infundadas e com cunho de denegrir a imagem de quem, por mais de 20 anos, está gerando emprego e renda e ajudando pessoas no Estado do Amazonas”.

“Mesmo diante das falsas acusações, vamos continuar trabalhando e seguindo nossa missão de contribuir para dar uma vida melhor para as pessoas, cumprindo nossas obrigações, como sempre fizemos”, disse.

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Ele também rebateu o suposto uso do Tropical Business como uma espécie de motel de alto luxo e repudiou qualquer tentativa de ligação do seu nome e imóveis de sua propriedade com práticas citadas na denúncia anônima.

“O Tropical Executive é um condomínio-hotel, composto por 370 apartamentos. Destes, 122 são destinados para a hotelaria e os demais são apartamentos para fins de moradia, onde residem famílias, proprietários e inquilinos. Tanto a parte hoteleira como a parte residencial têm regras próprias e especificas de acesso”, esclareceu.

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O coreano ressalta ainda que é falsa a afirmação de que a sede do Atlético Rio Negro Clube foi comprada com recursos de P&D. “A legislação sobre o uso da verba é muito especifica e jamais poderia ser usada nesse tipo de tratativa”, disse.

“O Grupo Digitron está há mais de 23 anos gerando emprego e renda no Amazonas, atuando também em projetos sociais, e assim permanecerá”, diz a nota.

*Com informações do Blog do Hiel Levy