Feirantes ignoram números alarmantes e protestam para trabalhar no auge da pandemia em Manaus

Os trabalhadores pedem aumento das horas de funcionamento das feiras.

Redação AM POST

Mesmo com tantas evidencias do caos que se instaurou no Amazonas devido ao agravamento da segunda onda da pandemia de Covid-19 e uma nova variante do coronavírus mais transmissível, feirantes de Manaus parecem ignorar os riscos disso para suas próprias vidas e protestam nesta terça-feira (26), contra o decreto governamental que determina isolamento mais severo no estado como o funcionamento das feiras das 4h às 8h. Os manifestantes bloquearam a rotatória da Bola do Produtor, zona Leste de Manaus.

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Os feirantes, que não foram totalmente proibidos de trabalhar por exercerem serviço essencial para a sociedade, pedem aumento das horas de funcionamento das feiras, porém, não entendem que as medidas de restrição e distanciamento social implementadas no Amazonas são para tentar conter a pandemia do novo coronavírus.

Em Manaus, são hospitais e cemitérios lotados além do assombro da crise de oxigênio para pacientes infectados com o vírus que dependem do insumo para sobreviver. Segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), na última semana o estado chegou ao pico de mais de 5 mil casos de Covid-19, número muito superior aos registados na primeira onda da doença, em abril do ano passado. No total são 250.935 casos e 7.232 mortes pela doença no Estado.

As manchetes pararam de chocar da mesma forma do que antes. Para quem não vive as perdas, as notícias viraram números vazios e, com isso, muitos brasileiros têm naturalizado as mortes pela doença.

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Nesse momento crítico, caótico e desesperador é necessário termos um entendimento coletivo de que estamos parando as atividades para podermos respirar mais na frente e que se não fizermos pelo outro que façamos por nós mesmos.