Fim da Lava Jato vai beneficiar senador Eduardo Braga

Denúncia contra ele, que já andava em paços lentos, vai praticamente estagnar.

Redação AM POST

Depois de 7 anos, 79 fases de operações que colheram materiais e provas que embasaram 130 denúncias contra 533 acusados, a força-tarefa da Lava Jato chegou ao fim. Pelo menos a força-tarefa no Paraná que agora foi incorporada ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF).

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Depois de tantos anos de vitórias no combate à corrupção, a Lava Jato passou a ser derrotada por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e, ao mesmo tempo, pelo “fogo amigo” do Ministério Público Federal (MPF). O fim parecia inevitável.

O senador Eduardo Braga (MDB) foi alvo da operação e deve ser beneficiados com o fim dela. Ele foi denunciado, em fevereiro de 2019, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por “caixa 3” nas eleições de 2012, quando a então senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi candidata à Prefeitura de Manaus. O caso é um desdobramento da Operação Lava Jato.

Outro processo de que Eduardo Braga é alvo no STF refere-se a um inquérito sigiloso que apura o repasse de R$ 43,6 milhões da empresa JBS a políticos do MDB na campanha de 2014, quando ele foi candidato ao governo do Amazonas. Na época das acusações, a defesa do senador negou irregularidades nos dois casos.

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A denúncia contra ele, que já andava a paços lentos, vai praticamente estagnar.

O procurador Deltan Dallagnol, que liderou a Lava Jato em Curitiba de 2014, quando foi criada, até setembro de 2020, quando abriu mão do posto, disse que o fim da força-tarefa causa “preocupações” e enxerga a ação como uma mudança que ocorre em um “quadro de retrocessos no combate à corrupção”.

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