Gestão de Orsine Oliveira na Amazonastur é marcada por favorecimento de amigos e familiares
O gestor teria ajudado o tio a conseguir contrato milionário com o governo e presenteado a filha com cargo em Brasília.
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À frente da Empresa Estadual de Turismo (AmazonasTur) como diretor-presidente desde outubro do ano passado, Orsine Rufino Oliveira Junior, pleiteou vários esquemas para favorecer seus familiares com recursos do Estado, como ajudar o tio a conseguir contrato milionário, sem licitação, com o governo por aluguel de barcos e presentear a filha com cargo em Brasília.
De acordo com o Portal da Transparência do Amazonas o tio do diretor-presidente da AmazonasTur, Iomar C. de Oliveira, dono da empresa que leva seu nome e aluga embarcações para a Casa Militar do Amazonas já recebeu do Estado R$ 2,8 milhões de R$ 3,5 milhões referente a processo indenizatório de despesas com serviços de locação de embarcação ‘Iana II’, famosa por hospedar celebridades em visitas ao Amazonas, em especial, durante o Festival Folclórico de Parintins.
No entanto a referida empresa, localizada na AL Circular Cuba, Conjunto das Américas, nº179, Sala-A, tem como principal atividade econômica Comércio varejista de artigos fotográficos e para filmagem.
Recentemente, Karine Barra de Oliveira, filha de Orsine subiu de posição na Secretaria de Relações Institucionais e Representação do Amazonas (Serira), em Brasília onde trabalha e conseguiu cargo na Comissão de Cooperação e Relações Institucionais do Amazonas. O caso é considerado como prática de nepotismo cruzado.
De acordo com o Diário Oficial do Estado (DOE) a nomeação de Karine para a Serira ocorreu na última sexta-feira (27/07) assinada por Amazonino e o secretário da Casa Civil Arthur Cézar Lins, no entanto, a jovem já trabalhava no órgão e foi exonerada do cargo anterior três dias antes para assumir o atual.
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No inicio da semana Orsine Junior, pediu licença do cargo para trabalhar na campanha do governador (PDT) e deixou seu braço direito, João Nikolas Cabral dos Anjos, para ocupar a vaga.
Em seu histórico Orsine também carrega a acusação da divulgação de pesquisa eleitoral falsa para favorecer o ex-governador cassado, José Melo, nas eleições de 2014, trocando o número de uma pesquisa oficial, registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), por uma falsa.
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