Habeas corpus de Nejmi Aziz foi concedido por magistrada que já foi acusada de envolvimento em esquema de tráfico de influência
Em fevereiro o STF arquivou o inquérito aberto pela PGR para apurar as denúncias.
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A desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Maria do Carmo Cardoso, que concedeu o habeas corpus para a ex-primeira-dama do Amazonas, Nejmi Aziz, presa durante a Operação Vertex, da Polícia Federal na última sexta-feira (19), já foi acusada de envolvimento em esquema de tráfico de influência.
A magistrada é mãe da advogada Renata Gerusa Prado de Araújo, que trabalhou na JBS e há dois anos, foi denunciada pelo ex-marido Pedro Jacobi por suposto tráfico de influência junto aos tribunais superiores em Brasília, especialmente no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), para beneficiar o grupo.
Em fevereiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin arquivou o inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar as denúncias.
Acusação
Era setembro de 2017 quando a revista Veja divulgou que os empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, tentaram comprar decisões judiciais em tribunais superiores em Brasília. Para isso, contavam com ajuda de Renata e a mãe dela.
A denuncia chegou à PGR com documentos de áudios, emails e mensagens de WhatsApp. As conversas eram mantidas entre o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, e a própria Renata. Nos diálogos, ambos combinavam estratégias para obter decisões favoráveis aos empresários. As mensagens citavam pagamentos em espécie e tráfico de influência.
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Após divulgadas as denúncias pela imprensa, a desembargadora acusou o golpe e tirou férias de 60 dias. Enquanto ela descansava, o ex-genro, que fez a acusação, sofria ameaças.
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