Juíza diz que justiça federal não autorizou nenhum fura fila a tomar 2ª dose de vacina contra Covid
A fala da magistrada ocorreu após repercussão na imprensa local da vacinação de pessoas suspeitas de furarem fila terem se vacinado novamente.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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A juíza Jaiza Fraxe, da 1ª Vara Federal Cível do Amazonas, usou o Twitter, na noite desta quarta-feira, 10, para afirmar que não houve autorização para que fura-filas tomassem a segunda dose da vacina contra Covid-19 e que quem repetiu o erro “sofrerá as penas da ação de improbidade”.
Em despacho assinado em 23 de janeiro de 2021, ela determinou que as pessoas que furaram fila da vacina contra a Covid-19 não teriam direito de receber a segunda dose do imunizante e estariam sujeitas à prisão em flagrante.
“A informação é que a Justiça Federal não autorizou a nenhum fura fila permanecer no ilícito, descumprindo o plano nacional de imunização do MS (Ministério da Saúde). Pessoas estão morrendo por causa desse tipo de comportamento. Quem repetiu o erro, após o devido processo legal e mediante as provas devidas, sofrerá as penas da ação de improbidade, em razão do dano ao erário, do privilégio ilícito e da infração do princípio da moralidade”, escreveu a juíza no Twitter.
A fala da magistrada ocorreu após repercussão na imprensa local da vacinação de pessoas suspeitas de furarem fila da imunização em Manaus como os médicos David Louis Dallas, filho do ex-deputado estadual Wanderley Dallas, e gêmeas Isabelle e Gabrielle Lins que foram denunciados já que nenhum deles vinha atuando na linha de frente do combate à pandemia.
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Eles são recém-formados e tiveram suas nomeações publicadas no Diário Oficial da prefeitura de Manaus nos dias 18 e 19 de janeiro de 2021. Desse modo, não haveria tempo para os médicos terem trabalhado na linha de frente nos hospitais que estão atuando contra a covid-19.
Fraxe também afirmou que pode haver “condenação para indenizar o grave dano coletivo”. “Está na lei e será cumprida para todos, pois não trabalhamos com privilégios”, disse a juíza.
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