Prefeito de Manaus diz que vai ignorar decreto de Bolsonaro: “Ele não tem poder para determinar o que eu faço”
Presidente incluiu as atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de “serviços essenciais”.
Redação AM POST*
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Após o presidente Jair Bolsonaro incluir nesta segunda-feira (11) as atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de “serviços essenciais”, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), anunciou que a capital não se adequará ao decreto de Jair Bolsonaro e considerou o ato como “frívolo”.
“Ele não deve estar falando sério. Minha cidade não vai aceitar isso. Ele não tem poder para determinar o que eu faço, mas eu tenho o poder para afirmar que o decreto dele aqui não vale”, disse o prefeito.
O decreto presidencial foi publicado em uma edição extra do “Diário Oficial da União” no fim da tarde. Com essa inclusão, o número de atividades consideradas essenciais chegou a 57.
Ainda que o governo federal estabeleça quais atividades podem continuar em meio à pandemia, o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que cabe aos estados e municípios o poder de estabelecer políticas de saúde – inclusive questões de quarentena e a classificação dos serviços essenciais.
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