Revoltado com críticas nas redes sociais, Marcelo Ramos diz que “mensagens grosseiras serão respondidas com grosseria”
Após votação que decidiu futuro do Coaf, o deputado foi bastante criticado na internet.
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Após ter votado na última quarta-feira (22) pela retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das mãos do ministro da Justiça, Sérgio Moro, o deputado federal Marcelo Ramos (PR-AM) desagradou mutos internautas e foi bastante criticada nas redes sociais.
Em reação aos ataques, Marcelo Ramos publicou, em sua conta pessoal no Instagram, texto afirmando que “mensagens grosseiras serão respondidas com grosseria”.
O comunicado foi interpretado por alguns usuários da rede como radical e desnecessário. Grande parte dos comentários de usuários que seguem o parlamentar e que tem o direito de fiscalizar a atuação do mesmo, já que ele foi eleito pelo voto popular, foi apagada pelos administradores da página. O mesmo ocorreu na fan page do político no Facebook. Em algumas publicações, o número de comentários descrito não correspondia com os comentários visíveis na timeline.
Ramos, que atualmente preside a Comissão Especial da Reforma da Previdência, ainda alegou que “palavrões e ameaças serão bloqueados e denunciados” e chamou os autores dos comentários inapropriados de “detratores”, termo que se refere a um indivíduo que desqualifica, difama e desvaloriza alguém. “Os detratores não sejam covardes. Não vale choramingar depois reclamando que foi maltratado”, disparou.
“O deputado tratará as pessoas como for tratado por elas. Vou repetir. As palmas não me envaidecem, assim como as vaias não me acovardam. Sou responsável e tenho absoluta convicção de todos os meus votos e atos”, concluiu.
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Votação
Além de Marcelo os deputados federais da bancada do Amazonas Átila Lins (PP), Bosco Saraiva (SOLIDARIEDADE) e José Ricardo (PT) também fizeram parte dos 228 parlamentares que protagonizaram uma derrota política importante para o presidente Jair Bolsonaro (PSL), devolvendo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, para o Ministério da Economia, sob o comando de Paulo Guedes.
No entendimento de alguns, a retirada do COAF do ex-juiz Sérgio Moro, pode dificultar o combate à corrupção, já que apoiadores de Moro apostam na atuação do ministro nesse sentido e acreditam que o Conselho tem importante papel na apuração de atos ilegais envolvendo políticos.
A saída do COAF da alçada do Ministério da Justiça ocorreu por 228 votos a 210, no último dia 22, capitaneada por partidos do chamado centrão e da oposição. A Medica Provisória 870, que trata da reforma administrativa, terminou de ser votada no dia 23.
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