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Veja vídeo: deputado relembra passado de Omar Aziz e diz que ele já foi acusado de pedofilia e “orgia com menor”

O presidente da CPI da Covid já foi acusado de corrupção, desvios de recursos da saúde do AM e até pedofilia durante sua trajetória. Saiba mais na matéria.

Por Natan AMPOST

17/06/2021 às 11:08 - Atualizado em 21/06/2021 às 13:31

Redação AM POST*

Em discurso no plenário da Câmara, no dia 26 de maio deste ano, o deputado federal Capitão Wagner (Pros) fez comentários sobre o passado do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD), que já foi acusado de corrupção, desvios de recursos da saúde do Amazonas e até pedofilia durante sua trajetória.

A fala do deputado era em defesa do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que foi chamado de “oportunista pequeno” por Omar Aziz ao cobrar convocação de gestores dos executivos municipais na CPI da Pandemia. Capitão Wagner disse ainda que o parlamentar do Amazonas “abusou de sua autoridade” e está tonando a Comissão em “CPI da vergonha”.

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“O senador, na condição de presidente, abusando da sua autoridade chama um senador respeitado que representa o Ceará, de oportunista e sorrateiro (…) Eu queria dizer para o senador Aziz que nós conhecemos a história dele”, disse.

“Não é Girão que foi acusado ou apontado em CPI de pedofilia, não foi o senador Eduardo Girão que foi acusado de participar de orgia com menor, em momento algum o senador Eduardo Girão teve irmão, mulher, assessor preso por conta de desvio de recurso na Saúde (…) A grande imprensa não tem questionado nada em relação à atuação ou aos membros dessa CPI da vergonha e é por conta disso que a CPI está se tornando a CPI da vergonha”, afirmou, citando investigações envolvendo o nome de Omar.

Entenda o caso
Em 2005 Omar Aziz, foi investigado em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre exploração sexual de acusação sobre ter feito programa com uma adolescente de 15 anos, em 2003, quando era vice-governador do Amazonas. Na época, ele negou a acusação que teve origem num inquérito da Polícia Civil sobre a atuação de duas cafetinas, em Manaus. Em depoimento à polícia, na época, a garota disse que tivera um encontro com um homem chamado Omar. O caso virou um escândalo político, mas, na Justiça, não foi longe. Naquele mesmo ano, o Ministério Público descartou a participação do político sem sequer interrogá-lo. E a investigação prosseguiu com foco em outros personagens.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, na época, o promotor João Lúcio de Almeida Ferreira excluiu Aziz da investigação com base somente em depoimento da adolescente a CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), criada em 2004 e presidida pelo deputado estadual Abdala Habib Fraxe Junior. Nessa ocasião, a garota voltou atrás e desmentiu o que sugerira no depoimento à polícia, à CPI do Congresso e afirmara em entrevista à revista “Época”, na qual narrou detalhes do encontro, afirmando que se tratava do então vice-governador o homem com quem manteve relação sexual.

Segundo O Globo, na CPI da Pedofilia da Aleam, duas fotos de Omar Aziz foram mostradas à garota e ela negou que fosse ele o homem de quem recebera R$ 150 para fazer um programa sexual no segundo andar de uma loja de material de construção, imóvel que pertencia a um irmão do político localizado em Manaus.

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A CPI não ouviu o então vice-governador, seu irmão nem a delegada que investigou o caso. Para o promotor, porém, bastou: “Afastada está a noticiada suspeita de participação do vice-governador Omar Aziz no delito”, escreveu João Lúcio em decisão.

No depoimento à CPI, a garota foi além e negou até que tivesse concedido a entrevista à revista “Época”. Mas, pelo menos nesse aspecto, a adolescente mais tarde admitiu ter mentido. Interrogada pela Polícia Federal, numa investigação sobre eventual tentativa de extorsão contra Aziz, na eleição de 2008, ela confirmou que foi entrevistada.

O nome do político acabou retirado do relatório final da CPI do Congresso, numa votação apertada: 8 a 7. A mobilização em favor de Omar Aziz foi liderada pelo então senador amazonense Arthur Virgílio Neto (PSDB).

Maus Caminhos
Aziz também foi alvo de uma operação do Ministério Público Federal chamada “Maus Caminhos”. Ela foi deflagrada em 2016 e houve uma série de desdobramentos. O objeto principal da investigação é o desvio de cerca de R$ 260 milhões de verbas públicas da saúde por meio de contratos milionários firmado com o governo do estado do Amazonas. A esposa do senador e seus irmãos chegaram a ser presos.

Omar é investigado porque, quando ele era governador, parte desses contratos foi firmada e um relatório parcial da Polícia Federal, o da Operação Vertex, um desdobramento da Maus Caminhos, cita seu nome 256 vezes em 257 páginas.

Um dos trechos diz que “os indícios da atuação de OMAR AZIZ para a criação e manutenção da organização criminosa formada em torno do Instituto Novos Caminhos são robustos e permeiam toda a investigação”.

Em outro, destaca-se o trecho em que uma colaboradora dos investigadores aponta que o senador recebia propina: “XXXX diz que, após o início das atividades da OS, o valor que deveria ser entregue a OMAR AZIZ era de 500 mil reais. Esse valor era entregue toda vez que a OS ia recebendo do Estado do Amazonas e que os valores eram entregues de forma fracionada. XXXX já realizou entrega de parte do valor destinado a OMAR. AZIZ para funcionários do Senador.”

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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