Wilson Lima diz que senador ‘investigado pela Lava Jato e delatado pela JBS’ quer usar CPI da Covid para atacá-lo

O governador fez uma avaliação do cenário obscuro envolvendo “caciques” políticos com interesses eleitorais na Comissão.

Redação AM POST

Durante live semanal transmitida nesta quinta-feira (3), o governador do Amazonas, Wilson Lima, fez análise da CPI da Pandemia estar sendo usada de forma política envolvendo interesses eleitorais de “caciques” do Amazonas. Ele e outros oito governadores foram convocados pela CPI e recorrem no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Wilson Lima comentou sobre membros da CPI estão envolvidos em escândalos nacionais e que a comissão deve focar em esclarecer fatos e quais caminhos tomar para solucionar problemas.

“É preciso analisar o contexto político, o pano de fundo dessa situação. Tem gente do Amazonas que quer inaugurar o processo eleitoral de 2022 na CPI. Tem gente que quer que eu vá na CPI para me atacar”, disparou.

“Imagina eu chegar lá para ser interrogado por um cara investigado pela Lava Jato, delatado pela JBS e tantos outros processos, para me atacar? E aí eu pergunto: qual foi a contribuição que essa pessoa deu, que esse senador deu para salvar vidas no Amazonas? A CPI é importante para esclarecer fatos e apontar caminhos para continuarmos superando a pandemia”, completou.

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Indireta
Atualmente, o senador Eduardo Braga (MDB/AM) é o natural adversário político de Wilson Lima pois é apontado como pré-candidato ao Governo do Amazonas no pleito do ano que vem.

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Em 2017, o diretor do frigorífico JBS Ricardo Saud afirmou à Procuradoria-Geral da República que pagou R$ 35 milhões em propina a cinco atuais e ex-senadores do PMDB, entre eles Eduardo Braga, para garantir o apoio de todo o partido à reeleição de Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

No mesmo ano, Braga foi acusado de receber R$ 1 milhão em pagamentos indevidos da Odebrecht quando era governador do Amazonas, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. De acordo com o delator Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, o acordo entre a empresa e o governador era relacionado à construção da ponte do rio Negro.