Wilson Lima era atualizado sobre compra de respiradores em grupo de WhatsApp, revela Rodrigo Tobias à PF

Governador é apontado pela PGR como líder de uma organização criminosa montada para desviar os recursos da saúde.

Redação AM POST

O ex-secretário de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), Rodrigo Tobias, preso na segunda fase da operação Sangria, disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) deu ordem para comprar os ventiladores pulmonares superfaturados investigados na ação. Procedimentos para a aquisição do equipamento eram debatidos em rupo no aplicativo WhatsApp denominado ‘respiradores’, do qual Tobias não fazia parte, mas afirma que era usado para manter o chefe do executivo estadual atualizado.

Rodrigo Tobias também contou a primeira vez que viu Gutemberg Leão Alencar, apontado como homem de confiança do governador, também preso na segunda fase da Sangria. “Governador insistiu que o declarante (Rodrigo Tobias) se encontrasse com pessoa de nome Alencar […] O declarante se encontrou pela primeira vez com Alencar em seu gabinete na presença do secretário executivo (da então Susam) João Paulo e da Alcineide (responsável pelo setor de compras da secretaria) e em nenhum momento ficou sozinho com ele; que apenas nesse ato que tomou conhecimento do nome completo de Alencar: Gutemberg Leão Alencar”, diz trecho do depoimento

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“Durante a reunião o declarante ligou para o governador Wilson Lima para informá-los que a reunião com Alencar estava ocorrendo naquele momento”, consta no depoimento.

Wilson Lima é apontado pela Procuradoria Geral da República (PGR) como líder de uma organização criminosa montada para desviar os recursos da saúde durante a pandemia.

“Os fatos ilícitos investigados têm sido praticados sob o comando e orientação do governador do estado do Amazonas, Wilson Lima, o qual detém o domínio completo e final não apenas dos atos relativos à aquisição de respiradores para enfrentamento da pandemia, mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas à questão, no bojo das quais atos ilícitos têm sido praticados”, disse a Lindôra Araújo na primeira fase da operação Sangria.

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Confira:

*Com informações do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO