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Assassinato de líder do Hamas aumenta risco de guerra chegar ao Líbano

Saleh al-Arouri, de 57 anos, foi o primeiro líder político do Hamas a ser assassinado desde a ofensiva de Israel.

Por Hugo Guimarães

03/01/2024 às 10:30

Em um ataque com drone realizado na terça-feira (2), Israel teria alvejado e matado Saleh al-Arouri, o vice-líder do Hamas, na capital libanesa, Beirute, segundo fontes de segurança libanesas e palestinas. Essa ação levanta preocupações sobre a possível escalada do conflito além do enclave palestino de Gaza.

Arouri, de 57 anos, tornou-se o primeiro líder político do Hamas a ser assassinado desde que Israel iniciou uma ofensiva aérea e terrestre devastadora contra os governantes do Hamas em Gaza há quase três meses, em resposta ao chocante ataque do grupo a cidades israelenses.

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O Hezbollah, aliado fortemente armado do Hamas no Líbano, tem se envolvido em confrontos quase diários com Israel ao longo da fronteira sul do Líbano desde o início do conflito em Gaza, em outubro.

Israel acusa Arouri há muito tempo de orquestrar ataques letais contra seus cidadãos. No entanto, um oficial do Hamas afirmou que ele também estava “no centro das negociações” lideradas pelo Catar e pelo Egito em relação à guerra em Gaza e à libertação de reféns israelenses mantidos pelo grupo islâmico.

Israel não confirmou nem negou a execução de Arouri, mas seu porta-voz militar, contra-almirante Daniel Hagari, enfatizou que as forças israelenses estão em alto estado de prontidão e preparadas para qualquer cenário.

Em resposta às declarações dos ministros israelenses Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir que defendiam o reassentamento de palestinos fora de Gaza, o Departamento de Estado dos Estados Unidos as denunciou como “inflamatórias e irresponsáveis”.

Uma das principais figuras da coalizão de direita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o ministro Smotrich pediu no domingo (31) que os palestinos deixassem a faixa sitiada, abrindo caminho para os israelenses, que poderiam “fazer o deserto florescer”.

Essas declarações reforçam os receios de alguns no mundo árabe de que Israel queira expulsar os moradores das terras onde imaginam um futuro Estado, repetindo a expropriação em massa dos palestinos quando Israel foi criado em 1948.

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Arouri foi acusado por Israel de ordenar e supervisionar os ataques do Hamas na Cisjordânia ocupada por Israel por anos. Ele havia expressado anteriormente sua espera pelo martírio, referindo-se às ameaças israelenses de eliminar os líderes do Hamas, seja em Gaza ou no exterior.

Nasser Kanaani, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, grande apoiador do Hamas e do Hezbollah, afirmou que o assassinato de Arouri “sem dúvida acenderia outra onda nas veias da resistência e a motivação para lutar contra os ocupantes sionistas, não apenas na Palestina, mas também na região e entre todos os que buscam a liberdade em todo o mundo”.

Centenas de palestinos saíram às ruas de Ramallah e de outras cidades da Cisjordânia para condenar o assassinato de Arouri, gritando: “Vingança, vingança, Qassam!”

A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque transfronteiriço do Hamas a cidades israelenses em 7 de outubro. Israel afirma que 1.200 pessoas foram mortas e cerca de 240 tornaram-se reféns desde então.

O Ministério da Saúde de Gaza informou que 207 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas, elevando o número total de palestinos mortos para 22.185 em quase três meses de guerra. As baixas civis aumentaram no sul de Gaza à medida que o peso da ofensiva de Israel se deslocava do norte para lá. Israel alega tentar evitar danos aos civis e culpa o Hamas por incorporar combatentes entre eles, acusação que o grupo nega.

Os Estados Unidos têm instado Israel a controlar sua investida aérea e terrestre, que demoliu vastas extensões da densamente povoada Gaza, em favor de ataques mais direcionados, centrados nos líderes do Hamas.

Israel anunciou planos para retirar algumas tropas, insinuando uma nova fase da guerra em meio a um crescente protesto global sobre a situação dos civis de Gaza, embora também tenha alertado que sua ofensiva ainda terá muitos meses pela frente. Os bombardeios israelenses têm envolvido os 2,3 milhões de residentes de Gaza em um desastre humanitário, ameaçando a fome devido à falta de abastecimento alimentar.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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